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sábado, 27 de julho de 2024

ESL DISCUSSIONS - PERSONALIDADE




STUDENT A's QUESTIONS

(1) Que imagens lhe vêm à mente quando ouve a palavra “personalidade”?

Maneira de agir, de falar, de vestir, enfim, coisas relacionadas ao comportamento.


(2) Como você descreveria sua personalidade?

Existem algumas teorias para explicar os diferentes tipos de personalidades. No meu caso, vou utilizar a dos Cinco Grandes Fatores (Big Five): 

1 - Abertura para Experiência: Alta. Me considero uma pessoa criativa e curiosa sobre diversos assuntos, como arte, esportes e tecnologia, para citar alguns mais relevantes no momento.

2 - Consciência: Alta. Sou uma pessoa organizada, disciplinada, meticulosa, detalhista e responsável. Sou orientado por objetivos e busco ser cauteloso em minhas ações.

3 - Extroversão: Média. Gosto de sair e interagir com certas pessoas em eventos sociais, contudo, sem a ambição de ser o centro das atenções. Nos esportes, prefiro atividades individuais como xadrez, corrida e ciclismo.

4 - Amabilidade: Alta. Sempre que me encontro em uma situação na qual tenho a capacidade de ajudar uma pessoa necessitada, o faço. Seja no ambiente de trabalho ou na vida pessoal.

5 - Neuroticismo: Médio. A depender da situação, não consigo suprimir a ansiedade ou irritabilidade. Contudo, geralmente, sou uma pessoa calma e resiliente.


(3) Você está feliz com sua personalidade?

No geral, sim.


(4) Como sua personalidade mudou ao longo dos anos?

A mais relevante foi em termos de sociabilidade, pois, antigamente, era uma pessoa mais introvertida.


(5) O que ou quem ajudou a moldar sua personalidade?

Diversos fatores, como círculo de amizades, conhecimento adquirido, novas vivências e afins.


(6) Qual dos seus traços de personalidade você mais gosta?

Fico indeciso entre organização e criatividade.


(7) Uma pessoa pode não ter personalidade?

Não sei se uma pessoa pode (escolher) não ter uma personalidade. Acho que todos carregamos traços intrínsecos a nós, o que caracteriza nossa personalidade de alguma maneira.


(8) Qual é o traço de personalidade mais atraente que uma pessoa pode ter?

Curiosidade, pois tais pessoas tendem a estudar sobre diversos assuntos, o que as tornam mais interessantes.


(9) Sua verdadeira personalidade está sempre à mostra ou você esconde partes dela?

Busco ser sempre autêntico, mas, às vezes, me adapto a depender da companhia e ambiente. Por exemplo, entre pessoas que conheço, costumo ser mais comunicativo.


(10) Quais são as diferenças de personalidade entre você e outros membros da família?

Tomando a comunicação como parâmetro: Minha mãe é altamente comunicativa; eu, estou no meio termo; e penso que minha irmã é a mais introvertida, talvez.


STUDENT B's QUESTIONS

(1) Você acha que tem uma personalidade forte?

Não acho que possuo todas as características, apenas algumas, sendo resiliência, independência e persistência as mais relevantes.


(2) Por quais tipos de personalidade você se sente atraído?

Talvez com características mais próximas da minha, conforme descrevi na questão A2.


(3) Você conhece alguém que tenha dupla personalidade ou múltiplas personalidades?

Não, apenas em filmes mesmo, como Split, por exemplo.


(4) Que palavra resumiria sua personalidade?

Normal.


(5) Você pode realmente descobrir coisas sobre a personalidade de alguém a partir de seu signo ou grupo sanguíneo?

Não acredito em pseudociência.


(6) Você acha que tem uma personalidade extrovertida?

Concordo parcialmente, a depender do lugar e companhia.


(7) Você gosta de fazer testes de personalidade? Eles são precisos?

Não.


(8) Que mudança importante você gostaria de fazer em sua personalidade?

Talvez trabalhar mais a questão da ansiedade.


(9) De quem é a personalidade que você mais gosta entre todas as pessoas do mundo?

Ninguém me vem à mente. Até porque conhecer a personalidade de uma pessoa requer convívio, pois o que vemos superficialmente na internet ou em pequenas interações do dia-a-dia não é o suficiente.


(10) O que você acha da minha personalidade?

Pergunta válida em uma conversação real do ESL Discussions.

sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

ATOMIC HABITS (JAMES CLEAR)

Mais uma leitura que me trouxe muita satisfação, pois descobri que muitas das estratégias descritas no livro eu já aplicava de maneira recorrente na minha rotina. Contudo, achei algumas outras muito interessantes e com certeza irei torná-las um hábito.

* * *

Dentre as principais ideias presentes no livro de James Clear, vale destacar:
  • Os Hábitos como o Juro Composto da Autoaperfeiçoamento: Clear argumenta que pequenos hábitos podem não parecer significativos no momento, mas se acumulam ao longo do tempo, levando a melhorias significativas na vida. Assim como o dinheiro se multiplica através do juro composto, os efeitos dos hábitos se multiplicam à medida que você os repete.
  • As Quatro Leis da Mudança de Comportamento:
    • Gatilho (Cue): Um gatilho dispara seu cérebro para iniciar um comportamento.
    • Desejo (Craving): O desejo é a motivação por trás de um hábito.
    • Resposta (Response): A resposta é o hábito ou comportamento real que você executa.
    • Recompensa (Reward): Recompensas satisfazem seu desejo e ajudam seu cérebro a decidir se esse loop específico vale a pena lembrar para o futuro.
  • Torne Óbvio: Para criar um bom hábito, torne os gatilhos óbvios. Para quebrar um mau hábito, torne os gatilhos invisíveis. Clear enfatiza a importância de identificar e manipular os gatilhos para moldar seus hábitos de maneira eficaz.
  • Torne Atraente: Associe uma ação que você deseja fazer com uma ação que você precisa fazer. Clear sugere focar no desejo que leva a hábitos. Se você puder tornar um hábito mais atraente, é mais provável que você o siga.
  • Facilite: Simplifique o processo de iniciar um bom hábito. Reduza o atrito associado a comportamentos bons e aumente o atrito com os ruins. Pequenas mudanças podem levar a diferenças significativas no comportamento.
  • Faça Satisfatório: Os hábitos são um loop de feedback movido pela dopamina. Para tornar um hábito mais atraente, adicione um pouco de prazer imediato. Clear defende encontrar maneiras de se recompensar imediatamente quando você completar seu hábito.
  • Regra dos Dois Minutos: Qualquer hábito pode ser iniciado tomando uma pequena ação que leva menos de dois minutos. Isso é crucial para superar a inércia e começar.
  • Regra dos Cinco Minutos: Se você estiver adiando uma tarefa, faça apenas cinco minutos dela. Isso torna mais fácil começar e frequentemente você continuará.
  • O Ambiente Importa: Seu ambiente pode moldar seus hábitos. Faça pequenas mudanças no ambiente para encorajar bons hábitos e desencorajar maus.
  • Identidade Baseada em Hábitos: A maneira mais eficaz de mudar seus hábitos é se concentrar não no que você deseja alcançar, mas em quem você deseja se tornar. Sua identidade emerge de seus hábitos.
  • Rastreamento de Hábitos: Clear enfatiza a importância do rastreamento de hábitos. Isso fornece uma pista visual de seu progresso e pode ser muito motivador.


sexta-feira, 24 de dezembro de 2021

ESL DISCUSSIONS - XENOFOBIA




STUDENT A's QUESTIONS

(1) Que imagens vêm à mente quando você ouve a palavra "xenofobia"?

Transtorno psicológico e violência.


(2) De onde vem a xenofobia?

A xenofobia nasce dentro das pessoas, com base em diversos fatores, como sociais, econômicos ou fisiológicos, por exemplo.


(3) Você acha que existe um gene da xenofobia em todos nós?

Penso que, como seres humanos, somos suscetíveis a carregar algum tipo de preconceito, mesmo que inconscientemente. Contudo, por meio do estudo, reflexão ou de tratamento psicológico, começamos a descontruir tais ideias.


(4) Quem é a pessoa mais xenófoba que você conhece?

Pessoalmente, ninguém.


(5) Alguém com xenofobia está doente?

Algumas, sim. Em contra partida, outras, apenas possuem mal caráter.


(6) Como você cura a xenofobia?

Com estudo, reflexão, e em casos mais extremos, com ajuda psicológica. Um filme que toca neste ponto é o American History X.


(7) Se você tem quaisquer sentimentos, pensamentos ou imagens negativas contra outra cultura ou raça, você é xenófobo?

Acho que isso pode acontecer com todas as pessoas, mas em diferentes graus, dependendo da situação. Contudo, penso que a xenofobia começa a ganhar forma quando estes pensamentos são exteriorizados através da violência, por exemplo.


(8) Quanta xenofobia existe em seu país?

Infelizmente, mesmo sendo um país bastante plural, ainda existe bastante xenofobia no Brasil, principalmente em relação aos povos de diferentes estados ou regiões, não necessariamente estrangeiros de outros países. Neste período de pandemia, acho que a ocorrência de casos cresceu bastante, em decorrência da disseminação de fake news.


(9) O patriotismo leva à xenofobia?

Se o grau de patriotismo for muito elevado, com certeza, pois a introdução de qualquer pessoa ou cultura externa em territórios locais pode representar uma espécie de "corrompimento" dos valores tradicionais.


(10) Você já sofreu xenofobia?

Não me lembro de nenhum caso em específico.

 
STUDENT B's QUESTIONS

(1) Em quais países a xenofobia é mais comum?

Talvez em países da Europa, em decorrência de um eurocentrismo histórico.


(2) A xenofobia em todo o mundo está aumentando?

Neste período de pandemia, talvez. Não tenho dados quantitativos que sustentem uma opinião mais confiável.


(3) Os países multiculturais e cosmopolitas experimentam menos ou mais xenofobia?

Talvez menos, pelo próprio fato de serem países plurais. Entretanto, não posso afirmar com certeza, pois não possuo dados quantitativos que sustentem uma resposta definitiva.


(4) Qual é a diferença entre xenofobia e racismo?

Ambas são fundamentadas no preconceito, mas com base em uma breve pesquisa etmológica, podemos ver que cada uma possui suas particularidades:

Racismo - O racismo é a doutrina que defende que há etnias superiores a outras; é também o preconceito que leva a ver como inferiores os indivíduos de etnia diferente.

Xenofobia - A xenofobia é, etimologicamente, «a aversão aos estrangeiros», do grego 'xénos', «estrangeiro», e 'phóbos', «temor» (cf. Dicionário Houaiss).

Em suma, "a xenofobia liga-se ao medo (a 'phobia' do étimo grego) do contato com o exterior, o que, por sua vez, evoca o provincianismo (algo como uma devoção à própria província em detrimento da nação como um todo); em contrapartida, o racismo relaciona-se com o desejo de esmagamento do outro, isto é, do indivíduo ou da comunidade de outra etnia."


(5) Como a xenofobia prejudica a sociedade e o mundo?

Penso que, em termos gerais, ela impede que os povos de diferentes culturas possam vivem em harmonia.


(6) Você acha que a xenofobia um dia desaparecerá?

Infelizmente, penso que não, pois é algo estrutural, e coisas do tipo tendem a ser passadas de geração em geração.


(7) A xenofobia é um desequilíbrio mental?

Etmologicamente falando, e também abordando um contexto psiquiátrico, podemos dizer que sim. A xenofobia, como doença, é um transtorno causado por um medo descontrolado do desconhecido, que se transforma em desequilíbrio.


(8) Você acha que as pessoas com xenofobia são perigosas?

Algumas podem ser, chegando até a um nível de homicida.


(9) Os governos criam sentimentos xenófobos entre seu povo?

Não todos, mas tomando o governo de Hitler como exemplo, podemos afirmar que sim.


(10) O que você gostaria de perguntar a alguém com xenofobia?

Não gostaria de perguntar, mas apenas citar a mensagem final do filme American History X: "Hate is baggage. Life's too short to be pissed off all the time. It's just not worth it."

sábado, 9 de janeiro de 2021

O QUE É O 'MÉTODO POMODORO'

Faz um tempinho que essa técnica passou a ser essencial no meu dia-a-dia. Acho que todas as pessoas que administram diversos projetos deveriam conhecer, principalmente quem tem dificuldade de concentração, como eu.

Ainda quero comprar o temporizador clássico (tomatinho), pois aplicativos de celular são um convite para distrações.

* * *


Técnica foi inventada pelo italiano Francesco Cirillo no fim da década de 80


Para quem está trabalhando de casa desde o início da pandemia de covid-19, concentrar-se em tarefas simples pode parecer cada vez mais difícil.

Afinal, são muitas as distrações, que vão desde checar o celular até cuidar dos filhos.

Como resultado, muitos de nós chegamos ao fim do dia com a sensação de que cumprimos pouco de nossas obrigações.

Guardadas as devidas diferenças temporais, era exatamente assim que se sentia o italiano Francesco Cirillo em seus primeiros anos como estudante universitário, na década de 80.

"Depois que a alegria de concluir meus exames do primeiro ano acabava, me encontrava em uma crise existencial, um momento de baixa produtividade e alta confusão. Todos os dias eu ia para a universidade, frequentava aulas, estudava e voltava para casa com o desânimo de que eu realmente não sabia o que eu estava fazendo, que estava perdendo meu tempo", conta ele em seu livro The Pomodoro Technique (A Técnica Pomodoro, em tradução livre para o português).

"As datas dos exames chegavam tão rápido, e parecia que não tinha como me defender do tempo. Um dia, na sala de aula do campus onde eu costumava estudar, observei meus colegas com um olhar crítico e, em seguida, olhei ainda mais criticamente para mim: como me organizava, como interagia com outras pessoas, como estudava. Ficou claro para mim que o grande número de distrações e interrupções e o baixo nível de concentração e motivação estavam na raiz da confusão que eu estava sentindo", acrescenta.

Cirillo então fez uma aposta consigo mesmo, "tão útil quanto humilhante", lembra. "Você pode estudar — realmente estudar — por 10 minutos?"

Ele diz que os resultados não foram sentidos de forma imediata.

"Não ganhei a aposta imediatamente. Na verdade, levou tempo e muito esforço, mas no fim eu consegui. Naquela primeira pequena etapa, encontrei algo intrigante. Com esta nova ferramenta, me dediquei a melhorar meu processo de estudo e posteriormente meu processo de trabalho. Tentei entender e resolver problemas cada vez mais complexos, a ponto de considerar a dinâmica do trabalho em equipe".

Foi assim que nasceu a 'Técnica Pomodoro', um método de gestão de tempo inventado por Cirillo, apelidado assim em alusão ao cronômetro de cozinha em forma de tomate ("pomodoro" em italiano) que ele usava para concluir suas tarefas dentro de um tempo delimitado.


Cirillo aprimorou técnica gradualmente


Como funciona

Em linhas gerais, o método "usa o tempo como aliado" e consiste em dividir nosso dia em blocos de 25 minutos ("pomodoros"), com pequenos intervalos entre eles.

Este é o passo a passo:

1) Escolha a tarefa a ser executada;

2) Ajuste o cronômetro para 25 minutos;

3) Trabalhe na tarefa escolhida até que o alarme toque;

4) Quando o alarme tocar, verifique se completou a tarefa;

5) Faça uma pausa curta (5 minutos);

6) Depois de concluir quatro blocos de 25 minutos de trabalho, faça uma pausa mais longa (30 minutos).

Cirillo recomenda concentrar-se ao máximo para realizar a tarefa no tempo determinado bem como anotar as distrações que ocorrerem durante esse período.

Essas interrupções podem ser internas — cometidas por nós mesmos, como sentir fome ou ir ao banheiro — e externas — checar emails ou notificações no celular.

O objetivo da técnica, segundo Cirillo, é evitar a procrastinação e aumentar a produtividade.

Cirillo diz que, ao sabermos o número de tarefas que conseguimos realizar durante o dia e o tempo gasto em cada uma delas, o método nos permite avaliar como podemos organizar melhor o nosso dia.

Por exemplo, se você chega à conclusão de que executa menos tarefas na parte da manhã, talvez valha a pena começar a trabalhar mais tarde, se isso for possível.

Além disso, também nos permite observar as circunstâncias em que estamos interrompendo nosso fluxo de trabalho — e evitá-las.

Cirillo ressalva ser essencial que, mesmo que você não consiga terminar a tarefa em 25 minutos, tire o tempo de descanso — durante esse período, não faça nada que requeira muito esforço mental. Você pode comer ou beber um copo d'água, ou assistir à TV.


Cirillo tinha problemas de concentração em seus primeiros anos de universidade


Caso contrário, sua mente não não será capaz de absorver o que você aprendeu. E, consequentemente, não poderá dedicar-se 100% ao próximo "pomodoro".

Desde que foi inventado, o método conquistou fãs ao redor do mundo, desde estudantes a empreendedores.

E, com o avanço da tecnologia, inúmeros aplicativos e extensões para navegadores simulam o cronômetro de cozinha em formato de tomate. É possível achá-los após uma busca rápida na internet.

sábado, 23 de março de 2019

JIM CARREY - I NEEDED COLOR

Diferentemente do Jim Carrey, na minha infância eu não atuava nem desenhava, por outro lado, gostava muito de brincar com meus amigos na rua, jogando futebol, bolinha de gude e afins.

No entanto, o ano de 2012 foi uma época divisora de águas na minha vida, pois foi quando descobri em mim um potencial artístico que está diariamente evoluindo por meio dos diversos saberes que adquiro durante meus estudos sobre as mais variadas áreas do conhecimento.

Desta forma, me identifiquei com este minidocumentário porque ele trata de algo que está intimamente ligado a mim, que é a capacidade que a arte tem de me trazer paz interior quando estou inserido num caos exterior em determinado momento.

Muitas vezes, quando me sinto sobrecarregado com as coisas da faculdade, principalmente em época de provas, trabalhos e seminários, é a poesia e a criação dos Aluminions que fazem com que eu me desligue um pouco de tudo, limpe a minha memória cache (de pensamentos pessimistas,  redes sociais etc.) e, depois, retorne aos trabalhos com uma mente mais apta a concretizar meus planos.

segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

DESVENDANDO O CÉREBRO

Visando aprimorar a minha forma de aprendizado para não cometer os mesmos erros no próximo semestre, decidi fazer uma pesquisa no campo da neurociência para descobrir como o cérebro absorve e mantém as informações que são adquiridas por meio dos sentidos. 

Para isso, busquei por materiais audiovisuais e bibliográficos que me ajudassem nesta empreitada. Encontrei uma série de palestras do The Great Courses que foram extremamente informativas. Além disso, também li o livro Aprendendo Inteligência, do Pierluigi Piazzi. Uma leitura leve, mas a maioria das informações que o autor levanta já era do meu conhecimento. (Recomendado para jovens cursando o ensino fundamental/médio.)

Os vídeos das palestras podem ser comprados no site The Great Courses ou encontrados na internet. O livro Aprendendo Inteligência está disponível aqui.


Scientific Secrets for a Powerful Memory (Course No. 1965)
Professor Peter M. Vishton, Ph.D.
The College of William & Mary

What was the name of your first pet? Where did you put your house keys? How do you get to work every morning? Most likely, you didn't need to look up the answers to these questions. You remembered them. Memory is, without a doubt, the most powerful (and practical) tool of everyday life. By linking both your past and your future, memory gives you the power to plan, to reason, to perceive, and to understand. As long as thinking and insight are important in how we live our lives, memory will be critical as well. And the better your memory, the more information you'll have at your immediate disposal and the better your thinking will be.



Optimizing Brain Fitness (Course No. 1651)
Professor Richard Restak, M.D.
The George Washington University School of Medicine and Health Sciences

With its up to 500 trillion synaptic connections, your brain is easily the most powerful machine in the world. These connections are what create your thoughts, what drive your emotions, and what control your behaviors. Even more incredibly: This amazing machine is constantly changing through a process known as brain plasticity. And you can take advantage of this process to improve and enhance your brain's jaw-dropping powers—at any age.



How We Learn (Course No. 1691)
Professor Monisha Pasupathi, Ph.D.
University of Utah


Learning is a lifelong adventure. It starts in your mother's womb, accelerates to high speed in infancy and childhood, and continues through every age, whether you're actively engaged in mastering a new skill, intuitively discovering an unfamiliar place, or just sleeping, which is fundamental to helping you consolidate and hold on to what you've learned. You are truly born to learn around the clock.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

SOBRE A SUPOSTA INEXISTÊNCIA DO ALTRUÍSMO

Está imagem é ambígua: ela serve tanto para representar uma pessoa que ajuda apenas a si mesmo quanto para representar uma pessoa que está ajudando porque se viu na situação do outro.

Atribui-se a Nietzsche a crença de que o altruísmo não existe ou de que certas formas de amor consideradas paradigmas de altruísmo são, na verdade, egoístas. Não quero entrar em controvérsias exegéticas aqui, mas cito uma passagem de Vontade de Potência que sugere vagamente um argumento para essas teses:

Que é o altruísmo cristão senão o egoísmo coletivo dos fracos que descobre que, se todos velarem uns pelos outros, cada um será conservado por maior tempo?

Que argumento se insinua nessa passagem? (Estou supondo que Nietzsche daria uma resposta positiva à sua pergunta.) Primeiramente, egoísmo para ser implicitamente entendido aqui como a qualidade da ação que visa o bem estar de si, a começar pela auto-conservação. Altruísmo seria, portanto, a qualidade da ação que visa o bem estar alheio. Com essas definições a premissa de que a finalidade última da ação que visa o bem estar alheio é o bem estar se si, parece que se pode concluir que a ação aparentemente altruísta é, em última análise, uma ação egoísta.

Sendo de Nietzsche ou não, esse argumento me parece muito ruim. A principal razão disso é a seguinte: esse argumento parece supor, erroneamente, que o altruísmo é incompatível com o interesse no bem estar de si. Se um dos motores da ação é o bem estar de si, então essa ação não é altruísta, por mais que vise o bem estar alheio. Para ver que essa pressuposição é falsa, basta uma pequena reflexão sobre uma patologia incompatível com moralidade: a psicopatia. A principal característica da psicopatia é a ausência ou um grau muito pequeno de empatia, ou seja, do desprazer que surge ao nos colocamos imaginativamente no lugar de outra pessoa, quando essa pessoa está em uma situação desprazerosa, e que nos move para ajudar essa pessoa. Por ter nenhuma ou pouca empatia, um psicopata tem pouco ou nenhum prazer em realizar ações que visam o bem estar alheio, assim como nenhum ou pouco desprazer ao realizar ações que ele sabe ter como consequência o mal estar alheio. Para uma sociedade seja composta de agentes morais é necessário que as pessoas sejam educadas de tal forma que desenvolvam empatia e, por isso, sintam prazer em realizar ações que visam o bem estar alheio. O motor da ação altruísta, da acção que visa o bem estar alheio, é o prazer que se sente em realizar essa ação. Ela não deixa de ser altruísta, de visar o bem estar alheio, pelo fato que o motor da ação é o prazer em realizá-la. Alguém que não sente prazer em realizar uma ação altruísta tampouco sentirá desprazer em realizar uma ação egoísta, ou seja, será, em algum grau, um psicopata.

Alguém poderia objetar que em alguns casos a ação altruísta é realizada a despeito do desprazer que o agente tem ao realizá-la. Por exemplo: uma pessoa que saia no meio da madrugada, no inverno, debaixo de chuva para ajudar um amigo que precisa de ajuda imediata está realizando uma ação altruísta, apesar do desprazer que é interromper o sono, molhar-se todo, sentir frio, etc. Isso é verdade, mas não afeta meu argumento. Essa ação vai ser altruísta apenas se, apesar de todo esse sofrimento, o agente sentir prazer em, por meio da sua ação, promover o bem estar do amigo. O prazer em promover o bem estar do amigo por meio da sua ação e o desprazer que a ação que promove esse bem estar causa não são incompatíveis. O agente do exemplo acima pode muito bem estar batendo o queixo de frio e sorrindo por estar ajudando o amigo.

Ter como motor da ação o prazer em realizá-la implica que o motor da ação é, de certa forma, o bem estar de si. Mas isso não implica que a ação seja egoísta. Ela seria egoísta se visasse o bem estar de si, indiferentemente ao bem estar ou mal estar alheio. Ser o motor da ação tampouco implica que o agente tenha consciência reflexiva desse fato. Se alguém perguntasse para o agente do exemplo acima "Por que você fez isso?", então, se a ação foi genuinamente altruísta, ele provavelmente responderia algo como "Porque meu amigo precisava de ajuda" e não "Porque eu queria me sentir bem realizando uma ação altruísta". O motor da ação não é o mesmo que a sua finalidade.

Disso tudo se pode concluir que, por mais que no final das contas seja a vantagem adaptativa , portanto, um benefício para os membros da nossa espécie ser altruísta, como sugere a passagem de Nietzsche, disso não se segue que o altruísmo seja um tipo de egoísmo. O egoísmo se opõe ao altruísmo justamente porque parte dele é a indiferença em relação ao bem estar alheio.

Mas e o que dizer do egoísmo da espécie, que a passagem de Nietzsche sugere como uma possibilidade? Bem, ele pode muito bem ocorrer. Argumentos a favor do veganismo são justamente argumentos contra o egoísmo da nossa espécie, a saber, o especismo. Mas ser especista não é algo essencial dos membros da nossa espécie, como atesta a existência de veganos. Alguns argumentam, por exemplo, que não devemos fazer testes químicos em animais não-humanos, mesmo que isso implique prejuízo para a nossa espécie, pois implica que devemos parar de criar medicamentos do modo como atualmente fazemos. Esse é um exemplo de altruísmo não-especista.

quarta-feira, 19 de julho de 2017

COMO FUNCIONA A POLIMATIA, POR QUE TEMPOS POUCOS POLÍMATAS, E POR QUE ISSO É RUIM

 Excelente texto do Michael Araki que foi publicado no seu blog Ensônicas.

* * * 


Um dos problemas para se compreender a polimatia é que ela tem sido vinculada a conceitos muito amplos e vagos, tal como “disciplinas”, “campos do conhecimento”, ou “áreas do saber”. Conceitos extremamente amplos como esses podem fazer pouco sentido ou podem parecer arbitrários quando precisamos analisar a natureza da construção de um conhecimento polímata.

No esforço de compreender melhor como podemos chegar ou obter a condição de polímata (i.e., deter alto grau de conhecimento, experiências e aprendizagens em múltiplas áreas, algo que eu batizei em outros trabalhos de Polymathic Zustand; Araki, 2015) eu propus um novo construto chamado traço polimatia (Trait Polymathy):

O traço polimatia se refere à facilidade e/ou potencial de alguém para formar esquemas poderosos em múltiplas áreas do conhecimento.

Dessa forma, para entendermos melhor o traço polimatia (e a polimatia em si), precisamos nos abster um pouco de unidades de análise muito amplas como “área do conhecimento”, “campo de conhecimento” e “disciplina”, e se concentrar em unidades de análise mais básicas para a construção do conhecimento, como o esquema. Segundo Piaget and Cook (1952), esquemas são categorias de conhecimento que nos ajudam a interpretar e compreender o mundo. Para que o conceito de esquema seja ainda mais útil para analisarmos a Polimatia, eu utilizo, além de Piaget, princípios aprendidos com a filosofia pragmática (cf., Peirce, 1878, 1974) para chegar a uma definição incrementada do construto esquema:

Esquema é uma unidade de conhecimento provisional, robusta o suficiente para que uma pessoa esteja preparada para agir de acordo com ela.

É importante, desde já, notar que o esquema é provisional, pois, mesmo na visão original de Piaget, um esquema engloba um processo permanente de construção e reconstrução. Um esquema não é, necessariamente, uma entidade perfeita. Ou seja, na medida que as experiências acontecem, novas informações são usadas para modificar, adicionar ou alterar esquemas previamente existentes (Piaget & Cook, 1952)

Então, o que seria, na prática, um esquema, e o que isso tem a ver com a polimatia?


Um exemplo de esquema

Digamos que você esteja querendo aprender a língua inglesa. Como falante de português, você possui um esquema sobre como modificar frases do tempo presente para o tempo passado. Se fôssemos descrever como esse esquema funciona, possivelmente se assemelharia a algo do tipo: “para se mudar uma frase do presente para o passado, deve-se mudar a conjugação do verbo”. Daí, na aula de inglês você descobre que, para se fazer perguntas naquela língua, não se usa conjugação verbal! Em vez de mudar as desinências verbais eles usam outro tipo de estratégia que envolve a utilização de um “troço” que eles chamam de “verbos auxiliares”. Desta forma, para ser bem-sucedido no aprendizado de inglês, você deve ser bem-sucedido na formação de um novo esquema: “quando fizer perguntas em inglês, o verbo fica imutável; utilizamos o verbo auxiliar 'do' se for presente, e 'did' se for passado”.

Percebe-se que mesmo nesse simples exemplo a formação de um novo esquema está vinculada a formação sólida de vários esquemas antecedentes, tal como um esquema sobre o que é “presente”, o que é “verbo”, o que é uma “interrogativa”, etc. Ou seja, os esquemas possuem uma forte natureza inter-relacional.


Polimatia = Esquemas em Múltiplas Áreas

Utilizando-se o conceito de esquemas como guia, nós podemos avançar uma nova definição de polimatia que será tanto mais útil para o nosso entendimento, como possivelmente estará mais próxima a etimologia da palavra (esquema funcionaria como um bom substituto para o termo grego mathema). Assim, chegamos na seguinte definição:

Polimatia é o desenvolvimento de esquemas poderosos em múltiplas áreas

Nessa definição, temos como qualificadores chave a multiplicidade e o poder A multiplicidade é inerente a tudo que leva o radical poli- e a poder entra como um qualitativo dos esquemas construídos. Poder aqui concerne à capacidade desses esquemas de serem funcionais, preditivos e/ou explicativos. É semelhante à utilização da palavra poder para designar modelos estatísticos, quanto maior o poder maior confiança você tem que tal modelo prediz ou explica algo.

No entanto, o fato de que o conhecimento é construído de esquemas fortemente relacionais parece ser esquecido quando a gente começa a se concentrar em unidades de análise mais amplas. Quando falamos em múltiplas habilidades, alguns fazem parecer que estamos falando de construções que são completamente diferentes: “você sabe jogar futebol e fazer poesia? Que exótico!".

Por que futebol e poesia parecem ser tão diferentes? Por que alguém possuir habilidades nessas duas áreas parece tão exótico e improvável? Pelos exemplos fornecidos, fica claro que mesmo uma pessoa bem-sucedida na construção de um esquema sobre “tempos verbais na língua inglesa” terá que ser bem-sucedida na construção de uma série de outros esquemas se quiser, de fato, aprender inglês. Quando você pensa em esquemas como unidade de análise, saber inglês - ou saber qualquer coisa - é na verdade, possuir uma constelação de esquemas robustos, bem integrados e bastante funcionais relacionados a um tópico.

Assim, a pergunta não é mais “por que alguém possuir habilidades nas duas áreas parece tão exótico e improvável”, e sim, por que é esperado que as pessoas desenvolvam esquemas relacionados a somente alguns poucos tópicos e por que transgredir essa “regra” causa tanto espanto?

A resposta a essas perguntas envolve muitos fatores, nesse trabalho vou me concentrar em três elementos que considero primordiais para o desenvolvimento de esquemas robustos em múltiplas áreas: (1) autoeficácia; (2) visão de mundo, e (3) custo de oportunidade percebido.


Autoeficácia

Autoeficácia é um termo técnico para o que conhecemos como confiança. Ter autoeficácia significa crer que você é capaz de produzir certo efeito ou de desempenhar certa tarefa que guarda alguma importância para você (ver Bandura, 1994). A percepção de autoeficácia tem uma ligação notória com o desenvolvimento (ou não) da polimatia. Para alguém atingir um alto grau de esquemas poderosos em múltiplas áreas, é esperado que a pessoa encontre obstáculos no caminho. Se a pessoa busca profundidade em uma área, ela deverá desenvolver miríades de esquemas, cada vez mais complexos, cada vez num nível mais profundo de abstração, e, por conseguinte, cada vez mais dependentes de outros esquemas antecedentes já bem construídos e robustos. Naturalmente, todo esse caminho leva tempo e demanda certas características como persistência e resiliência até a pessoa ser capaz de, em algum ponto, dizer: eu domino bem a área X.

Assim, fica patente que um antecedente fundamental para o desenvolvimento de conhecimento profundo é a autoeficácia. Em específico, a percepção de autoeficácia no que tange a capacidade de aprender. Isto é, para ser bem em alguma coisa, alguém ter que antes ter confiança que será capaz de aprender e dominar esta coisa.

No entanto, parecer haver dois tipos de comportamentos no que tange a autoeficácia para a aprendizagem. Certas pessoas tendem a só desenvolverem grande autoeficácia para número limitado de áreas enquanto outras detém um nível de autoeficácia bastante alto para qualquer área do conhecimento que já exista ou que venha a existir. Enquanto o primeiro grupo de pessoas tende a desenvolver e circunscrever sua identidade em torno de certa área ou domínio, e.g., “sou músico”, “sou advogado”, “sou médico”, outras pessoas têm grande aversão em amarrar sua identidade a apenas um grupo limitado de tarefas e competências, que geralmente se iguala à profissão dessa pessoa. Desta forma, proponho avançar dois tipos de autoeficácia no que concerne o aprendizado: (1) autoeficácia circunscrita e (2) autoeficácia geral. A autoeficácia circunscrita está necessariamente vinculada a uma área ou domínio, quando a pessoa sai dessa circunscrição, ela se sente “um peixe fora d’água”. Já as pessoas que detém alto grau de autoeficácia geral jamais são “peixes fora d’água”, eles são exploradores que se percebem como prontos e capazes para explorar qualquer território, por mais exótico que seja para eles. Assim, defino autoeficácia geral como:

Confiança em ser capaz de aprender qualquer coisa, em qualquer área, de forma rápida e eficaz, a despeito do quão difícil o tópico é considerado pela maior parte da sociedade.

Naturalmente, é de se esperar que a autoeficácia geral seja uma característica presente nos polímatas. Por sua vez, essa mesma autoeficácia geral deve estar relacionada com uma séria de crenças pessoais e visão de mundo específicas. Além disso, pressões e forças sociais podem levar as pessoas a se inclinarem para uma autoeficácia mais restrita, algo que parece ter ocorrido na sociedade ocidental a partir do séc. XIX, ver (Araki, 2015; Burke, 2011; Sagan, 2012). O que pode ter contribuído para uma diminuição do número de polímatas no mundo.


Visão de mundo

Uma visão de mundo se refere à orientação cognitiva fundamental de um indivíduo ou de toda uma sociedade. Essa orientação abrange sua filosofia natural, seus valores fundamentais, existenciais, normativos, seus postulados ou temas, suas emoções e sua ética.

Visões de mundo podem ser mais ou menos condutivas ao desenvolvimento da polimatia. Por exemplo, uma visão de mundo na qual alguém enxergue que o atingimento de grandes habilidades depende de um conjunto de esquemas bem construídos durante anos de treino é uma visão de mundo mais condutiva à polimatia do que uma visão de mundo de que diz que alguém ou nasce gênio na área X ou nunca chegará a desenvolver altas habilidades nessa área.

Proponho que um dos gatilhos fundamentais que indicarão se a pessoa adotará uma visão de mundo mais ou menos polímata se refere a como a pessoa encara suas oportunidades.


Custo de oportunidade percebido

Custo de oportunidade é um termo usado em economia para indicar o custo de algo em termos de uma oportunidade renunciada; isto é, o quanto alguém está “perdendo” por ter deixado de fazer algo e ter optado em fazer outra coisa. A questão da polimatia não tem como fugir da questão da escassez dos recursos e das escolhas que tomamos perante tal realidade. Um recurso obviamente escasso é o tempo. Porém, existe um recurso que seja talvez ainda mais escasso, que é a atenção humana (ver Csikszentmihalyi, 1988).

O que difere o polímata de qualquer outro não é tanto seu grau de inteligência ou talento inato, é como ele aloca o seu recurso mais preciso: sua atenção.

O polímata tende a ser grande gestor da sua atenção. Como ele deseja explorar diversos mundos e conhecer de verdade diversas coisas, ele sabe que precisa ter qualidade no seu aprendizado, assim, uma das primeiras habilidades do polímata e aquela que ele primeiro obtém maestria é a habilidade de aprender com eficácia. Aprender com eficácia envolve saber prestar atenção e ter foco, porém envolve perceber algo que é sistemático no mundo: o princípio dos retornos decrescentes. No caso da aprendizagem, esse princípio se traduziria no seguinte: quanto mais você aumenta uma dada entrada (ex., esforço, atenção ou horas de estudo) com o fim de obter um resultado, menor será o incremento resultante de um aumento numa dada entrada. Por exemplo, você pode estudar uma hora para uma prova e tirar nota 5, mas isso não quer dizer que se você estudar duas horas você tirará dez. O retorno é desproporcional ao investimento.

É importante destacar que a percepção desse princípio junto com uma alta inteligência pode levar a armadilha do diletantismo. Uma pessoa inteligente consegue muito rapidamente atingir um nível de habilidade mediana em qualquer perícia, enquanto que a maestria em qualquer uma dessas perícias demandaria um esforço absurdo. Assim, é muito sedutor para alguém de natureza polímata trocar maestria em uma perícia por competência adequada em diversas perícias. Essa também é uma das razões para escassez de polímatas.

Ainda assim, mesmo o diletante costuma perceber algo que o não-polímata ignora: a integração do conhecimento. Uma das formas de se enxergar o conhecimento como algo integrado é através do uso de esquemas como unidades fundamentais de qualquer perícia ou conhecimento. Outra forma, complementar a primeira, é enxergar que diferentes tarefas, experiências, disciplinas ou conhecimentos podem ser harmônicas e também podem se fecundar mutuamente. Por sinal, pesquisadores descobriram que essa visão de mundo - que envolve uma harmonização dos diferentes interesses de uma pessoa e a percepção de que uma disciplina não atrapalha a outra – é a visão de mundo compartilhada pelos gênios que impactaram profundamente suas áreas e até mesmo a civilização (Root-Bernstein, Bernstein, & Garnier, 1995; Root-Bernstein & Root-Bernstein, 2013). Dois exemplos bastante interessantes são Vladimir Nabokov e Albert Einstein. O primeiro escreveu sua mais famosa novela, Lolita, numa viagem para caçar borboletas, algo que ele fazia profissionalmente. O segundo repetidas vezes mencionou a importância da música e do violino nas suas descobertas científicas.

Naturalmente, esses grandes homens, e por que não, polímatas, deram um passo além do diletantismo, percebendo a necessidade do acúmulo de esforço e atenção contínua num dado grupo de conhecimentos, formulando e reformulando esquemas que resolveriam problemas específicos das suas áreas (como escrever de forma bela, e como decifrar o mundo em equações) de forma persistente, contínua, resiliente e propositada. Proponho que a equação de envolva todos os antecedentes da polimatia, mais uma visão geral pró-polímata mais um ambiente favorável mais oportunidades de crescimento e mais características de personalidade que também levem à maestria seja algo bastante raro, por isso o número reduzido de pessoas consideradas polímatas.


Aumentando o nosso escopo de experiências

Nessa seção, a última desse trabalho, vou tratar de como nós podemos fomentar a polimatia em nós, mesmo que não desejemos alcançar o status de um Einstein, Nabokov ou Da Vinci (porém isso é igualmente útil caso você tenha essas pretensões).

A experiência (que inclui percepção e testemunho) é uma das fontes primárias de conhecimento e é a base para o conhecimento que advirá da introspecção, da memória e da inferência (ver Murphy, Alexander, & Muis, 2012). Experiências vividas, em especial as que envolvem alta carga emocional e que são repetidas ao longo da vida (como rezar todos os dias), costumam deixar marcas profundas na personalidade de um indivíduo e podem mediar a forma como a pessoa virá a avaliar e apreciar o mundo. Uma amostra do poder da experiência é o fato de que cada um de nós pode facilmente obter toneladas de evidência anedotal sobre como é praticamente impossível convencer uma pessoa a abandonar uma crença, seja esta crença concernente a sua religião ou a um modelo político.

Tal primazia da experiência e a facilidade de que as pessoas têm de tornarem crenças baseadas em sua experiência pessoal em blocos praticamente indissolúveis da sua personalidade trouxe preocupação a alguns pensadores. Entre eles inclui-se Alexander von Humboldt, que proclamou que “a visão de mundo mais perigosa é a daqueles que não viram o mundo” (Die gefährlichste Weltanschauung ist die Weltanschauung derer, die die Welt nie angeschaut haben).

Humboldt estava preocupado em como algumas pessoas tendem a circunscrever seu repertório de experiências num espaço bastante limitado. Seguindo o conceito tradicional alemão da formação humana (Bildung), o homem só seria pleno se ele fosse capaz de experimentar e saborear (sappere) múltiplas categorias de experiência, quanto mais plurais e díspares, melhor. Obviamente, Humboldt era um privilegiado, que pôde arcar com diversas viagens exóticas durante sua vida. Ainda assim, sua ideia serve como um princípio norteador para uma visão de mundo polímata, uma visão de mundo que traz de volta o sentido etimológico da palavra saber, que compartilha sua raiz com a palavra saborear. Se a pessoa não tem a chance de saborear diversos gostos, as chances são de que seu paladar irá ficar bitolado. Uma das maiores contribuições da polimatia como visão de mundo é servir como contraponto e salvaguarda a uma visão de mundo bitolada.


Referências

Araki, M. (2015). Polymathic Leadership: Theoretical Foundation and Construct Development. (Masters Dissertation), Pontifícia Universidade Católica, Rio de Janeiro.

Bandura, A. (1994). Self‐efficacy: Wiley Online Library.

Burke, P. (2011). O polímata: a história cultural e social de um tipo intelectual. Leitura: Teoria & Prática, 29(56).

Csikszentmihalyi, M. (1988). Motivation and creativity: Toward a synthesis of structural and energistic approaches to cognition. New Ideas in Psychology, 6(2), 159-176.

Murphy, P. K., Alexander, P. A., & Muis, K. R. (2012). Knowledge and knowing: The journey from philosophy and psychology to human learning. 189-226. doi: 10.1037/13273-008

Peirce, C. S. (1878). How to make our ideas clear.

Peirce, C. S. (1974). Collected papers of charles sanders peirce (Vol. 5): Harvard University Press.

Piaget, J., & Cook, M. (1952). The origins of intelligence in children (Vol. 8): International Universities Press New York.

Root-Bernstein, R. S., Bernstein, M., & Garnier, H. (1995). Correlations between avocations, scientific style, work habits, and professional impact of scientists. Creativity Research Journal, 8(2), 115-137.

Root-Bernstein, R. S., & Root-Bernstein, M. M. (2013). Sparks of genius: The thirteen thinking tools of the world's most creative people: Houghton Mifflin Harcourt.

Sagan, C. (2012). Dragons of Eden: Speculations on the evolution of human intelligence: Random House LLC.

terça-feira, 18 de julho de 2017

A ILUSÃO DA TEORIA DAS MÚLTIPLAS INTELIGÊNCIAS

Por Scott McGreal
Publicado na Psychology Today


Muitas pessoas acham a ideia de que existem diferentes tipos de inteligência algo muito atraente. Howard Gardner depreciou os testes de QI como tendo pouca relevância para a vida real e argumentou que pode haver até oito diferentes tipos de inteligência que se aplicam a diversas áreas do funcionamento humano.¹

As reivindicações de Gardner são muito semelhantes às que são feitas sobre a “inteligência emocional” ser um tipo especial de inteligência distinto do QI, que pode ser ainda mais importante para o sucesso na vida do que o tradicional “inteligência acadêmica”.

Embora as alegações de Gardner tenham se tornado populares entre os educadores, pouca pesquisa foi feita para estabelecer a validade de sua teoria. Os poucos estudos que foram feitos, na verdade, não apoiam a ideia de que existem muitos tipos diferentes de “inteligência” operando separadamente uma da outra.

Embora haja certamente habilidades importantes que não são medidas através de testes de QI, atribuir cada uma como um tipo especial de “inteligência” tem pouco apoio científico e acaba por criar uma confusão desnecessária.


Inteligência Geral x Inteligências Múltiplas

De acordo com pesquisas da inteligência “padrão”, existe uma ampla forma de capacidade mental conhecida como inteligência “geral” que está subjacente a uma ampla gama de habilidades mais estreitas, mais específicas.

Os testes de QI são destinados a fornecer uma medida dessa ampla capacidade geral, bem como algumas das capacidades mais específicas.

Howard Gardner opôs-se à ideia de inteligência geral, argumentando que os testes de QI, na verdade, medem habilidades acadêmicas distintamente estreitas, negando que haja uma única habilidade geral que atravesse vários domínios diferentes.

Em vez disso, ele argumentou que existem domínios separados de certas habilidades que merecem ser chamados de “inteligências” em seu próprio direito, e que a capacidade de um dominar certa habilidade específica não está relacionada com a capacidade medida pelo teste em outras habilidades.

Especificamente, ele argumentou que os testes de QI medem a inteligência nas áreas linguísticas/verbais e lógicas/matemáticas, que acabam por ser valorizadas nas escolas.

Os outros domínios de inteligência, segundo ele, são habilidades musical, corporal-cinestésica (habilidade no uso do corpo para resolver problemas), espacial, interpessoal (compreensão de outras pessoas), intrapessoal (capacidade de compreender a si mesmo e regular a vida de forma eficaz) e naturalista (reconhecer diferentes tipos de plantas e animais em um determinado ambiente).

Ele também considerou, mas rejeitou a existência de mais dois tipos de inteligência: espiritual (compreensão do sagrado) (sic) e existencial (entendendo o seu lugar no universo).

Estes últimos dois estão em critérios bastante dispersos para serem considerados “inteligência”, ou como ele diz “um potencial biológico para processar a informação que pode ser ativado num cenário cultural para resolver problemas ou criar produtos que são de valor em uma cultura”.


Apesar da criatividade, essa teoria tem algum apoio científico?

A ideia de que existem vários tipos independentes de inteligência apela para um “sentimento de igualdade”, porque implica que qualquer um pode ser “inteligente” de alguma forma ou de outra, mesmo se a pessoa não possui um QI alto.

Essa visão igualitária foi expressa em um artigo por Dr. Bernard Luskin. Ele sugeriu que a teoria é aceita pelo movimento de autoestima, porque de acordo com seu ponto de vista ninguém é realmente “mais inteligente” do que ninguém, apenas possuem diferentes tipos de inteligência. Isso tudo soa um pouco distorcido e vago, afinal, consolar as pessoas não é um índice de validade científica.
Seriam todos tão inteligentes quanto Einstein, “à sua própria maneira”?

Dr Luskin afirma que os testes de QI são razoavelmente precisos na previsão de o quão bem uma pessoa realiza determinadas disciplinas escolares, mas eles não medem as “habilidades artísticas, ambientais e emocionais” de uma pessoa.

No entanto, há evidências consideráveis de que os testes de QI avaliam mais do que apenas o desempenho escolar, mas vamos deixar isso de lado. Onde está seu problema aqui é sua afirmação incrível de que “hoje, o conceito de inteligências múltiplas é amplamente reconhecido.”

Ele faz declarações adicionais sobre “o amplo consenso” acerca da teoria das inteligências múltiplas de Gardner, e que é “amplamente aceita”. Contudo, quem reconhece, concorda ou aceita a sua teoria não deixa claro o suficiente.

Na verdade, é justo dizer que entre os estudiosos acadêmicos que estudam sobre a inteligência humana, há pouca aceitação da teoria de Gardner, devido à falta de evidência empírica para isso.

Uma avaliação crítica sobre o tema por Lynn Waterhouse, em 2006, não encontrou estudo algum publicado por aqueles que apoiaram a validade da teoria. Mesmo que Gardner tenha feito a sua teoria em 1983, o primeiro estudo empírico para testá-la não foi publicado até 23 anos mais tarde (Visser, et al., 2006a) – e os resultados não foram favoráveis.

A teoria de inteligências múltiplas dificilmente pode ser descrita como cientificamente generativa.


A Teoria das Inteligências Múltiplas é testável?

Dr Luskin observa que os diferentes tipos de “inteligência” propostos por Gardner são difíceis de medir e de avaliar.

Algumas das inteligências propostas, como interpessoal e intrapessoal, são até mesmo difíceis de definir claramente. O próprio Gardner se recusou a especificar o que ele acha que sejam os componentes das várias inteligências ou como essas podem ser medidas, tendo fornecido apenas descrições nebulosas acerca delas.

Se ninguém está realmente certo sobre o que são essas supostas “inteligências”, realmente fica difícil de avaliá-las, e ainda mais de gerar algum apoio científico.

Isso pode de alguma maneira explicar a escassez de pesquisas empíricas sobre esse tema. No entanto, estou ciente de pelo menos dois estudos que fizeram tentativas preliminares para a criação de definições operacionais dessas inteligências e desenvolvimento de testes para as avaliar.

Como vou mostrar, isso não tem fornecido muito apoio para a teoria de Gardner.


Personalidades inteligentes?


Furnham examinou uma medida de auto-relato de inteligências múltiplas² e seu padrão de correlações com uma medida dos traços do Big Five de personalidade.

Um resultado surpreendente foi que as oito “inteligências” foram altamente relacionadas entre si umas com os outras, ao contrário da teoria de que todas elas supostamente representam domínios separados e não relacionados.

Na verdade, cada uma foi positivamente correlacionada com pelo menos quatro outras, e a inteligência naturalista foi correlacionada com todas as outras sete.

Isso sugere que as pessoas que obtiveram um bom resultado em um domínio também tendem a marcar uma pontuação alta em vários outros. Além disso, havia muitas correlações entre as oito inteligências e as cinco grandes características do Big five: todas as oito inteligências foram correlacionadas com pelo menos uma das categorias do Big Five, que foi correlacionada com dois ou mais pontos de inteligência.

A abertura para a experimentação e a extroversão, em particular, foram correlacionadas com outros cinco tipos de inteligência diferentes.

É claro que as medidas de auto-relato têm as suas limitações, especialmente para medir habilidades.

Por exemplo, a correlação positiva entre extroversão e cinco das “inteligências” pode ser devida ao fato de que as pessoas extrovertidas tendem a ter uma visão altamente positiva de si e, portanto, poderiam pensar que são naturalmente boas em muitas coisas diferentes – embora seja possível que elas realmente sejam tão boas como elas dizem ser, mas isso é difícil de confirmar sem métodos independentes.

Por outro lado, a abertura à experiência é positivamente correlacionada com medidas objetivas de inteligência geral e de conhecimento, de modo que as correlações positivas entre a abertura de experimentação e os cinco tipo de “inteligências” no estudo de Furnham façam sentido.


Separar as habilidades da inteligência geral ou não?

As várias inteligências de Gardner deveriam refletir habilidades específicas, então foi desenvolvido um conjunto de testes de habilidade, dois para cada uma das oito inteligências propostas.

Os autores tentaram avaliar se essas medidas de habilidade eram independentes de alguma medida de inteligência geral.

Gardner argumentou que correlações positivas aparentes entre os testes de diversas habilidades mentais ocorrem porque a maioria desses testes são baseados na linguagem, por isso todos eles envolvem um núcleo comum da inteligência linguística.³

Para superar essa objeção, os autores utilizaram medidas não verbais das inteligências não-linguísticas. Se a teoria de Gardner de que os oito tipos de inteligência são em grande parte independentes um do outro fosse verdade, os resultados obtidos para cada domínio não poderiam ser altamente correlacionados uns com os outros.

No entanto, esse foi o caso. Muitos dos testes, particularmente aqueles que medem alguma forma de capacidade cognitiva, foram altamente correlacionados com algum outro. Além disso, a maioria dos testes de habilidade tiveram correlações positivas com a inteligência geral.

As exceções foram os testes de inteligência musical e corporal-cinestésica, que são habilidades não-cognitivas, e um dos testes de inteligência intrapessoal.

Os autores concluíram que a razão de os testes que envolvem a capacidade cognitiva terem sido positivamente correlacionados com a inteligência geral se dá porque eles compartilham um núcleo comum de capacidade de raciocínio.

Por isso, parece haver uma forma geral de capacidade de raciocínio que é aplicável em uma ampla gama de domínios de habilidade, incluindo linguística, espacial, lógica/matemática, naturalista e, em menor grau, habilidades interpessoais.

Isso contradiz a afirmação de Gardner de que a capacidade de cada um desses domínios seja separada da capacidade nos outros. No entanto, é consistente com a ideia de que uma ampla forma de habilidade mental subjacente de capacidades específicas existe em um maior ou menor grau.

Os autores concluíram que a teoria de Inteligências Múltiplas não parece fornecer qualquer nova informação além da fornecida por medidas mais tradicionais de capacidade mental. Assim, tentar incorporar a teoria de Gardner em contextos educativos parece algo injustificado.


Inteligências ou habilidades?

Esses dois estudos de investigação não suportam as especificidades da teoria das inteligências múltiplas de Gardner. Claro, isso não significa que as habilidades não-cognitivas além de inteligência geral não são importantes.

Há provas abundantes de que as qualidades pessoais, tais como motivação e habilidades sociais, importam muito para o sucesso de qualquer indivíduo em sua vida, e eu não acho que ninguém está realmente dizendo o contrário.

O que é questionável, porém, é descrever algum talento ou habilidade de forma imprecisa, o considerando tão importante como uma “inteligência” distinta.

Nós já usamos a palavra “habilidade” para descrever o quão bem uma pessoa é capaz de aplicar suas habilidades e conhecimentos em uma determinada área da vida. A maioria das pessoas são capazes de desenvolver uma variedade de habilidades diferentes, mas isso não significa necessariamente que elas usam um tipo diferente de “inteligência” para cada uma dessas habilidades – usar o termo dessa forma é simplesmente arbitrário e confuso.

Da mesma forma, a maioria das pessoas reconhecem que podem ser “inteligentes”, no sentido de exercer um bom julgamento e tomar certos tipos de decisões, mesmo se elas não têm um QI particularmente elevado.

Ao mesmo tempo, o QI alto de pessoas pode facilmente levá-las a tomar decisões infelizes, como por exemplo quando as emoções ou o interesse-próprio atrapalham seu raciocínio.

Mais uma vez nós já temos uma palavra para essa capacidade de sabedoria que tenta evitar esses acontecimentos: bom senso. No entanto, eu não acho que muitas pessoas concordam que todos são igualmente sábios.

Talvez haja habilidades especiais que merecem ser chamadas de “inteligências” em seu próprio direito que ainda não foram identificadas. No entanto, não há nenhuma justificação científica para simplesmente inventar tipos especiais de “inteligência” sem provas, apenas para que as pessoas se sintam bem sobre si mesmas.

Concluindo, a teoria das inteligências múltiplas de Gardner parece ser um conjunto confuso e nebuloso de reivindicações que não foram empiricamente validadas. Muitas das propostas “inteligências” de Gardner parecem ser explicáveis em termos de conceitos existentes de personalidade e inteligência geral, já que a teoria em si realmente não oferece nada de novo.

Além disso, algumas das “inteligências” propostas são mal definidas (principalmente a intrapessoal) e outras (por exemplo musical) podem ser mais úteis pensadas como habilidades ou talentos, diferentemente de inteligência.

A popularidade das teorias de Gardner em contextos educativos pode refletir seu apelo sentimental e intuitivo, mas não se baseia em nenhuma evidência científica para a validade do seu conceito.


Notas

[1] Gardner mudou de ideia várias vezes sobre o número exato de inteligências ao longo dos anos, mas por conveniência considero oito neste artigo, já que são as únicas que têm sido pesquisadas.
[2] Esta medida foi originalmente publicada em um livro escrito para um público leigo chamado Qual é o seu QI?, por Nathan Haselbrauer, publicado pela Barnes and Noble Books.
[3] Gardner não está correto. Os testes de QI têm incorporado subtestes não-verbais desde 1930.


Referências Bibliográficas

Furnham, A. (2009). The Validity of a New, Self-report Measure of Multiple Intelligence. Current Psychology, 28(4), 225-239. doi: 10.1007/s12144-009-9064-z
Locke, E. A. (2005). Why emotional intelligence is an invalid concept. Journal of Organizational Behavior, 26(4), 425-431. doi: 10.1002/job.318
Schulte, M. J., Ree, M. J., & Carretta, T. R. (2004). Emotional intelligence: not much more than g and personality. Personality and Individual Differences, 37(5), 1059-1068. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.paid.2003.11.014
Visser, B. A., Ashton, M. C., & Vernon, P. A. (2006a). Beyond g: Putting multiple intelligences theory to the test. Intelligence, 34(5), 487-502. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.intell.2006.02.004
Visser, B. A., Ashton, M. C., & Vernon, P. A. (2006b). g and the measurement of Multiple Intelligences: A response to Gardner. Intelligence, 34(5), 507-510. doi: http://dx.doi.org/10.1016/j.intell.2006.04.006
Waterhouse, L. (2006a). Inadequate Evidence for Multiple Intelligences, Mozart Effect, and Emotional Intelligence Theories. Educational Psychologist, 41(4), 247-255. doi: 10.1207/s15326985ep4104_5
Waterhouse, L. (2006b). Multiple Intelligences, the Mozart Effect, and Emotional Intelligence: A Critical Review. Educational Psychologist, 41(4), 207-225. doi: 10.1207/s15326985ep4104_1

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

THE ILLUSION OF CONSCIOUSNESS - DAN DENNETT @ TED

Philosopher Dan Dennett makes a compelling argument that not only don't we understand our own consciousness, but that half the time our brains are actively fooling us.

terça-feira, 4 de outubro de 2016

PSIQUE - RELAÇÕES VIRTUAIS (EDIÇÃO 120)

Matéria de Capa:

- Amores tecnológicos - Entenda as razões que levam cada vez mais pessoas a fazerem uso dos aplicativos de relacionamentos na tentativa de combater a solidão


Reportagens:

- Emoção e aprendizagem - O equilíbrio emocional da criança é primordial para seu desenvolvimento saudável. Uma ruptura familiar exige reflexões paternas ponderadas acerca do bem-estar mental dos filhos

- Experiências também são herdadas - Os horrores de uma guerra, assim como outras experiências impactantes, podem causar modificações genéticas possivelmente transmitidas às futuras gerações

- Pluralidade on-line - Não é novidade que a traição em um relacionamento amoroso, infelizmente, está presente no repertório humano há muito tempo. Mas de que forma esse fenômeno se encontra circunscrito na Ciberpsicologia?

- Quem falou em sexo frágil? - A presença da mulher no mercado de trabalho reflete o atual cenário social, cultural e empresarial: uma ocupação cada vez maior e significativa da força e da lide rança femininas


Entrevista:

- Não existe uma pílula para cada problema da vida - Líder da equipe que elaborou o manual usado ao redor do mundo para diagnosticar transtornos neurológios (DSM-IV), o psiquiatra americano Allen Frances questiona o que chama de "epidemia de TDAH"

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

SUSTÂNCIA

para memórias fracas

que vivem anêmicas
ruminando o outrora

a melhor vitamina
para se tomar

é o agora

terça-feira, 26 de abril de 2016

LEITURAS 2016 (ATÉ O MOMENTO)

Alguns dos livros e revistas que eu li desde o começo do ano até o momento:

> Psique: O bom de ser curioso (Edição 115).

> Cult: Hannah Arendt - Uma voz contemporânea (Edição 208).

> Pai Rico, Pai Pobre (Robert Kiyosaki e Sharon Lechter): Advoga a busca pela independência financeira através de investimento, imóveis, ter seu próprio negócio e o uso de táticas financeiras de proteção do patrimônio.

(Presente da minha mãe para eu trabalhar a minha inteligência financeira. Apesar de não ser meu estilo de leitura favorito, deu para tirar alguma coisinha.)

> Profissão Andarilho (Bruno Peron): Primeiro livro de poesia do meu amigo Bruno Peron.

> My Brief History (Stephen Hawking): Livro biográfico do físico-teórico Stephen Hawking.

> Uma Breve História do Tempo (Stephen Hawking): Primeiro livro do Stephen Hawking, onde ele explana sobre algumas das principais teorias do mundo da física.

> Scientific American: Einstein - 100 anos da Relatividade Geral (Edição 161).

> Poesia pra encher a laje (Renan Inquérito): Livro com alguns poemas seguindo a temática concretista.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

SAUDADE

O QUE EU FAÇO
COM ESSA SAUDADE
QUE BATE
E ME ABATE?

QUERIA PRENDÊ-LA
ATRÁS DAS GRADES
DO MEU INCONSCIENTE.

PENSANDO BEM,
ELA TAMBÉM É BOA
NA REALIDADE:
ANTES, A CAUSA
DA ANSIEDADE,
MAS DEPOIS,
TORNA UM REENCONTRO
NUM MOMENTO
DE PURA FELICIDADE.