(5) Em quais áreas do mundo você está mais interessado?
Principalmente, no Brasil. Contudo, neste mundo globalizado, é importante se
manter atualizado sobre o contexto geopolítico geral.
(6) Que tipos de histórias chegaram às manchetes do jornal local?
Aqui nas cidades do interior existem diversos canais de comunicação que
divulgam eventos e outros acontecimentos relevantes.
(7) Quais são suas seções favoritas do jornal?
Ciência e Tecnologia.
(8) Qual foi a última boa notícia que você ouviu?
Da liberação do saque de aniversário do FGTS.
(9) Que notícias você está acompanhando no momento?
As "preliminares" das eleições deste ano.
(10) Você confia em tudo que lê, vê ou ouve nos noticiários?
Não. Procuro sempre buscar informações em diferentes fontes, a fim de saber se
o que está sendo noticiado é realidade ou fake news.
STUDENT B's QUESTIONS
(1) O que é notícia? O que torna algo notícia?
Segundo a Wikipedia, basicamente:
A notícia é um formato de divulgação de um acontecimento por meios
jornalísticos. É a matéria-prima do Jornalismo, normalmente reconhecida como
algum dado ou evento, socialmente relevante que merece publicação em um meio
de comunicação social.
(2) O que você entende pela frase: “Nenhuma notícia é uma boa notícia”?
Uma visão pessimista de acontecimentos noticiados em veículos jornalísticos.
Talvez também porque uma notícia pode não agradar à todas as pessoas.
(3) Você gostaria de trabalhar como locutor ou repórter?
Não. Apesar de já terem me falado que tenho voz de locutor de rádio.
(6) O que você acha das emissoras de notícias estarem sob controle estatal?
Sou neutro neste aspecto, desde que as notícias veiculadas informem a
população de maneira verídica e transparente.
(7) Qual foi a notícia mais trágica que você viu na TV?
Recentemente, mortes na guerra entre a Rússia e a Ucrânia.
(8) Notícias e propaganda são a mesma coisa em alguns países?
Não sei. Penso que notícia é algo para alertar sobre acontecimentos ou
mudanças recentes, já propaganda é um anúncio de alguma coisa, mais
relacionado à publicidade.
(9) Você acha que os programas de notícias deveriam incluir histórias de
Hollywood, celebridades e fofocas?
Não assisto coisas do tipo, mas acho que em alguns canais de televisão isto
ocorre, mas em programas específicos.
(10) Você acha que o jornalismo em seu país é justo e equilibrado? E em outros
países?
Depende muito do assunto sendo tratado, pois há sempre uma tendência para
difamar ou enaltecer certas coisas. Algo que ocorre muito na política. Nos
outros países, acho que o cenário é o mesmo.
Navegando pelo LinkedIn, me deparei com este excelente artigo do Michael
Araki, no qual ele discorre de maneira bastante abrangente sobre polimatia.
Abaixo, minha resposta para as perguntas do artigo:
* * *
"Se você quer saber se detém ou não o traço polimatia, eu proponho que
você responda a essas duas perguntas:"
"1) Você possui uma variedade de interesses que é desconcertante para
as outras pessoas?"
Sim. As pessoas ficam surpresas quando falo que, além da Computação, também tenho interesse e até certa aptidão para a poesia e as artes visuais, conseguindo integrá-las em projetos pessoais. Inclusive, é algo que faço nos meus estudos sobre Design Generativo.
"2) Você imagina, no seu íntimo, que poderia ter um grande impacto na
humanidade caso você consiga se engajar profundamente numa área por
algum tempo?"
Sim. Um exemplo é quando comecei a aprender desenvolvimento mobile e lancei
o app HáLugar, visando ajudar estudantes a compartilhar moradia. Outro caso
é o meu TCC, já voltado para Computação Gráfica.
Sou uma pessoa bastante pragmática, procurando sempre aplicar meus conhecimentos na criação de alguma ferramenta ou experimento artístico. Como limitação, possuo certa dificuldade no aprendizado de assuntos muito abstratos, mas, durante minha graduação, percebi que se me dedicar com afinco, consigo entender. Notei que a questão não é que eu não seja capaz, é que eu posso demorar um pouco mais que outras pessoas.
* * *
Excerto interessante:
Além disso, o polímata “perde” menos tempo com a memorização e a
internalização de conceitos que são arbitrários, desconexos ou esquizoides.
Um exemplo clássico é “estudar para a vida vs. estudar para a prova”. Quando
se estuda somente para uma prova, tempo e energia vitais são gastos para
internalizar e armazenar conceitos para um consumo único: a prova. Quando se
estuda para a vida, se internaliza conceitos e ideias que realmente farão
alguma diferença para você e que provavelmente você os carregará pela vida
toda, independente da sua utilidade casuística para uma questão de prova ou
um evento arbitrário.
A espiral de cachos dourados que repousa sobre o ombro direito da Vênus de
Botticelli não está lá por acaso
O que grandes pinturas e esculturas — da Moça Com Brinco de Pérola, de
Vermeer, à Guernica, de Picasso, de O Grito, de Munch, ao Exército de
Terracota — têm em comum?
Cada uma guarda um detalhe que muitas vezes passa despercebido, mas que traz à
tona seu significado profundo.
Essa, pelo menos, é a premissa do meu livro A New Way of Seeing: The History
of Art in 57 Works ("Uma Nova Maneira de Ver: A História da Arte em 57 Obras",
em tradução livre), um estudo que convida os leitores a se reconectar com
obras que, de tão familiares, não são mais observadas de forma detida.
Tomando como ponto de partida as imagens mais reverenciadas de toda a história
da humanidade (da Coluna de Trajano ao quadro American Gothic, dos Mármores de
Elgin à Dança, de Matisse), fui buscar o que torna a arte grandiosa — por que
algumas obras continuam reverberando no imaginário popular século após século,
enquanto a vasta maioria das criações artísticas escapa da nossa consciência
quase tão rápido quanto interagimos com elas.
Analisando em profundidade essas obras, fiquei surpreso ao descobrir que cada
uma contém um toque de estranheza que, uma vez detectado, desbloqueia novas
leituras emocionantes e muda para sempre a maneira como interagimos com essas
obras-primas.
Conforme esses detalhes notáveis começaram a se revelar, de um dedo
fantasmagórico remexendo na mão direita da Mona Lisa a um símbolo de força do
tarô escondido à vista de todos em um dos autorretratos mais misteriosos de
Frida Kahlo, me lembrei de um comentário de Charles Baudelaire. "A beleza",
escreveu o poeta e crítico francês em 1859, "sempre contém um toque de
estranheza, de uma simples, não premeditada e inconsciente estranheza".
A seguir, um breve resumo de alguns dos detalhes mais extraordinários que
encontrei — toques de estranheza que revigoram, muitas vezes de forma
subliminar, muitas das imagens mais famosas da História da Arte.
Tapeçaria de Bayeux (c. 1077 ou depois)
As mulheres esquecidas que, um milênio atrás, bordaram os 70 metros de tecido
sobre os quais a Tapeçaria de Bayeux narra os acontecimentos que levaram à
Conquista Normanda, não eram apenas costureiras primorosas, mas contadoras de
histórias excepcionais.
A flecha que perfura o olho do Rei Harold em uma cena apoteótica perto do
final do épico visual é um dispositivo metanarrativo que funciona como a
própria agulha com a qual a história foi intrincadamente tecida.
Ao agarrar a flecha, o ferido Harold confunde sua própria identidade com a do
artista e do observador, cujo próprio olho é levado adiante, cena após cena.
Com um único ponto, nosso olho, o de Harold e o da agulha da costureira se
transformam em um só.
Sandro Botticelli, 'O Nascimento de Vênus' (1482-1485)
Uma espiral de cachos dourados suspensa no ombro direito da deusa na
obra-prima renascentista de Sandro Botticelli, O Nascimento de Vênus, funciona
como um motor em miniatura no eixo vertical da pintura, impulsionando-a para
nossa imaginação.
Uma curva logarítmica perfeita, não é um ornamento incidental ou acidental do
pincel. O mesmo vetor giratório, que pode ser observado no mergulho das aves
de rapina e na espiral das conchas de nautilus, hipnotiza pensadores desde a
antiguidade.
No século 17, um matemático suíço, Jacob Bernoulli, acabaria batizando essa
forma de curl spira mirabilis, ou "espiral maravilhosa". Na pintura de
Botticelli — uma obra que celebra a elegância atemporal — a espiral
impenetrável sussurra no ouvido direito de Vênus, revelando a ela os segredos
da verdade e da beleza.
Hieronymus Bosch, 'O Jardim das Delícias Terrenas' (1505-1510)
Que um ovo está escondido à vista de todos no centro do festival de peripécias
carnais de Hieronymus Bosch (mais precisamente, equilibrado no topo da cabeça
de um cavaleiro), é de conhecimento de críticos e fãs da pintura. Mas como
esse detalhe delicado desbloqueia o significado mais verdadeiro da obra?
Se fecharmos os painéis laterais do tríptico para revelar o revestimento da
obra e o ovóide fantasmagórico de um mundo frágil que Bosch retratou na parte
externa — uma orbe translúcida flutuando no éter —, descobrimos que ele
concebeu sua pintura como uma espécie de ovo para ser quebrado e permanecer
intacto indefinidamente, cada vez que interagimos com a complexidade da obra.
Ao abrir e fechar a pintura de Bosch, estabelecemos alternadamente um mundo
novo em movimento ou voltamos no tempo para antes da criação, antes da nossa
inocência ser perdida.
Johannes Vermeer, 'Moça Com Brinco de Pérola' (c. 1665)
A moça que usa um brinco de pérola reluzente no famoso quadro de Vermeer se
volta perpetuamente em nossa direção ou para longe de nós? Pense bem.
O adereço em torno do qual gira o mistério da pintura é apenas um pigmento da
sua imaginação. Com um movimento de pulso e duas pinceladas habilidosas de
tinta branca, o artista enganou o córtex visual primário do lobo occipital de
nossos cérebros.
Aperte os olhos com a força que quiser, não há nenhum gancho ligando o
ornamento à orelha. Sua própria esfericidade é uma farsa.
Desejamos que o brinco estivesse suspenso na ausência de gravidade a partir
dos mais insignificantes apóstrofos brancos. A joia preciosa de Vermeer é uma
ilusão de óptica opulenta, que se reflete em nossa própria presença ilusória
no mundo.
JMW Turner, 'Chuva, Vapor e Velocidade - A Grande Estrada de Ferro do
Oeste' (1844)
Não é nenhum segredo que Turner escondeu uma lebre correndo no trilho obscuro
da locomotiva que se aproxima. O próprio artista chamou atenção para este fato
a um menino que visitou a Royal Academy no dia do envernizamento da obra,
quando o quadro estava prestes a ser exposto.
Mas como esse pequeno detalhe revela o significado da vasta reflexão de Turner
sobre a tecnologia invasiva? Por que ele se sentiu obrigado a apontar isso?
Desde a antiguidade, a lebre simboliza o renascimento e a esperança. Os
visitantes que viram a pintura quando a mesma foi exibida pela primeira vez em
1844, ainda estavam sob impacto emocional do horror de uma tragédia ocorrida
na véspera de Natal dois anos e meio antes, quando um trem descarrilou a 16
quilômetros da ponte retratada na pintura — um acidente que matou nove
passageiros da terceira classe e mutilou outros 16.
Ao ser diminuto no símbolo da lebre, um artista famoso por ser grandioso
transforma sua pintura em uma pungente homenagem e reflexão sobre a
fragilidade da vida.
Georges Seurat, 'Um banho em Asnières' (1884)
A grande pintura que retrata parisienses desfrutando preguiçosamente a hora de
almoço às margens do rio Sena, a primeira obra exibida por Seurat, foi
terminada inicialmente em 1884. Ela foi retocada pelo artista anos mais tarde,
depois que ele começou a aperfeiçoar sua técnica de aplicação de pequenos
pontos distintos que são coerentes ao olhar do observador quando vistos à
distância.
A teoria da cor subjacente ao estilo pontilhista mais maduro de Seurat deve
sua origem, em parte, às ideias de um químico francês, Michel Eugène Chevreul,
que explicou como a justaposição de matizes pode gerar uma persistência de
tons em nossa imaginação.
Na distância nebulosa da pintura de Seurat, uma fileira de chaminés se ergue
de uma fábrica que produzia velas, de acordo com a inovação industrial pela
qual Chevreul também era responsável.
Estas chaminés, que mais parecem pincéis pintando a obra à existência, são um
tributo ao pensador, sem o qual a visão resplandecente de Seurat não teria
sido possível.
Edvard Munch, 'O Grito' (1893)
Há muito se supõe que a figura de O Grito, de Edvard Munch — um arquétipo de
angústia que ainda povoa o imaginário popular mais de um século depois de ter
sido criado — deve sobretudo a expressão de pavor congelada no rosto a uma
múmia peruana que o artista encontrou na Exposição Universal de 1889 em Paris.
Mas Munch era um artista mais preocupado com o futuro do que com o passado, e
especialmente ansioso em relação ao ritmo da tecnologia.
Certamente, ele deve ter ficado ainda mais profundamente impressionado com o
espetáculo de tirar o fôlego de uma enorme lâmpada incandescente repleta de 20
mil lâmpadas menores que se elevava em um pedestal sobre o pavilhão na mesma
exposição.
Um tributo às ideias de Thomas Edison, a escultura se erguia como um deus
cristalino anunciando uma nova idolatria, acionando um interruptor na mente de
Munch. Os contornos do rosto de O Grito refletem com extraordinária precisão a
mandíbula caída e o crânio bulboso do assustador totem elétrico de Edison.
Gustav Klimt, 'O beijo' (1907)
Sem dúvida o amor e a paixão estão no extremo oposto dos longos jalecos
brancos e lâminas para microscópios de testes científicos. Não de acordo com a
pintura O Beijo, de Gustav Klimt.
No ano em que pintou sua obra, Viena efervescia com a linguagem das plaquetas
e células sanguíneas, especialmente nos arredores da Universidade de Viena,
onde o próprio Klimt fora convidado, anos antes, a criar pinturas baseadas em
temas médicos.
Karl Landsteiner, um imunologista pioneiro da universidade (o primeiro
cientista a distinguir os grupos sanguíneos) estava trabalhando duro para
fazer as transfusões de sangue serem bem-sucedidas.
Olhe mais de perto a curiosa estampa do vestido da mulher na pintura de Klimt
e, de repente, você constata o que são: placas de Petri pulsando com células,
como se o artista nos tivesse oferecido uma tomografia da sua alma. O Beijo é
a biópsia luminosa do amor eterno de Klimt.
Faz um tempinho que essa técnica passou a ser essencial no meu dia-a-dia. Acho
que todas as pessoas que administram diversos projetos deveriam conhecer,
principalmente quem tem dificuldade de concentração, como eu.
Ainda quero comprar o temporizador clássico (tomatinho), pois aplicativos de
celular são um convite para distrações.
* * *
Técnica foi inventada pelo italiano Francesco Cirillo no fim da década de
80
Para quem está trabalhando de casa desde o início da pandemia de covid-19,
concentrar-se em tarefas simples pode parecer cada vez mais difícil.
Afinal, são muitas as distrações, que vão desde checar o celular até cuidar
dos filhos.
Como resultado, muitos de nós chegamos ao fim do dia com a sensação de que
cumprimos pouco de nossas obrigações.
Guardadas as devidas diferenças temporais, era exatamente assim que se sentia
o italiano Francesco Cirillo em seus primeiros anos como estudante
universitário, na década de 80.
"Depois que a alegria de concluir meus exames do primeiro ano acabava, me
encontrava em uma crise existencial, um momento de baixa produtividade e alta
confusão. Todos os dias eu ia para a universidade, frequentava aulas, estudava
e voltava para casa com o desânimo de que eu realmente não sabia o que eu
estava fazendo, que estava perdendo meu tempo", conta ele em seu livro The
Pomodoro Technique (A Técnica Pomodoro, em tradução livre para o português).
"As datas dos exames chegavam tão rápido, e parecia que não tinha como me
defender do tempo. Um dia, na sala de aula do campus onde eu costumava
estudar, observei meus colegas com um olhar crítico e, em seguida, olhei ainda
mais criticamente para mim: como me organizava, como interagia com outras
pessoas, como estudava. Ficou claro para mim que o grande número de distrações
e interrupções e o baixo nível de concentração e motivação estavam na raiz da
confusão que eu estava sentindo", acrescenta.
Cirillo então fez uma aposta consigo mesmo, "tão útil quanto humilhante",
lembra. "Você pode estudar — realmente estudar — por 10 minutos?"
Ele diz que os resultados não foram sentidos de forma imediata.
"Não ganhei a aposta imediatamente. Na verdade, levou tempo e muito esforço,
mas no fim eu consegui. Naquela primeira pequena etapa, encontrei algo
intrigante. Com esta nova ferramenta, me dediquei a melhorar meu processo de
estudo e posteriormente meu processo de trabalho. Tentei entender e resolver
problemas cada vez mais complexos, a ponto de considerar a dinâmica do
trabalho em equipe".
Foi assim que nasceu a 'Técnica Pomodoro', um método de gestão de tempo
inventado por Cirillo, apelidado assim em alusão ao cronômetro de cozinha em
forma de tomate ("pomodoro" em italiano) que ele usava para concluir suas
tarefas dentro de um tempo delimitado.
Cirillo aprimorou técnica gradualmente
Como funciona
Em linhas gerais, o método "usa o tempo como aliado" e consiste em dividir
nosso dia em blocos de 25 minutos ("pomodoros"), com pequenos intervalos entre
eles.
Este é o passo a passo:
1) Escolha a tarefa a ser executada;
2) Ajuste o cronômetro para 25 minutos;
3) Trabalhe na tarefa escolhida até que o alarme toque;
4) Quando o alarme tocar, verifique se completou a tarefa;
5) Faça uma pausa curta (5 minutos);
6) Depois de concluir quatro blocos de 25 minutos de trabalho, faça uma pausa
mais longa (30 minutos).
Cirillo recomenda concentrar-se ao máximo para realizar a tarefa no tempo
determinado bem como anotar as distrações que ocorrerem durante esse período.
Essas interrupções podem ser internas — cometidas por nós mesmos, como sentir
fome ou ir ao banheiro — e externas — checar emails ou notificações no
celular.
O objetivo da técnica, segundo Cirillo, é evitar a procrastinação e aumentar a
produtividade.
Cirillo diz que, ao sabermos o número de tarefas que conseguimos realizar
durante o dia e o tempo gasto em cada uma delas, o método nos permite avaliar
como podemos organizar melhor o nosso dia.
Por exemplo, se você chega à conclusão de que executa menos tarefas na parte
da manhã, talvez valha a pena começar a trabalhar mais tarde, se isso for
possível.
Além disso, também nos permite observar as circunstâncias em que estamos
interrompendo nosso fluxo de trabalho — e evitá-las.
Cirillo ressalva ser essencial que, mesmo que você não consiga terminar a
tarefa em 25 minutos, tire o tempo de descanso — durante esse período, não
faça nada que requeira muito esforço mental. Você pode comer ou beber um copo
d'água, ou assistir à TV.
Cirillo tinha problemas de concentração em seus primeiros anos de
universidade
Caso contrário, sua mente não não será capaz de absorver o que você aprendeu.
E, consequentemente, não poderá dedicar-se 100% ao próximo "pomodoro".
Desde que foi inventado, o método conquistou fãs ao redor do mundo, desde
estudantes a empreendedores.
E, com o avanço da tecnologia, inúmeros aplicativos e extensões para
navegadores simulam o cronômetro de cozinha em formato de tomate. É possível
achá-los após uma busca rápida na internet.
Mesmo depois de ter cursado Redes de Computadores e Sistemas Distribuídos, eis uma empreitada que nunca passou pela minha cabeça. Simplesmente extraordinário!
* * *
Space exploration is hard, not least because of how difficult it is to communicate. Astronauts need to talk to mission control, ideally by video communication, and space vehicles need to send back data they gather, preferably at high speed and with little delay as possible. At first, space missions designed and carried their own distinct communications systems; that worked well enough, but it wasn’t exactly a paragon of efficiency. Then one day in 1998, the internet pioneer Vinton Cerf imagined a network that could offer a richer capacity to serve the growing number of people and vehicles in space. The dream of an interplanetary internet was born.
But extending the internet to space isn’t just a matter of installing Wi-Fi on rockets. Scientists have novel obstacles to contend with: The distances involved are astronomical, and planets move around, potentially blocking signals. Anyone on Earth who wants to send a message to someone or something on another planet must contend with often-disrupted communication paths.
“We started doing the math for the [internet standards] which had worked perfectly well here on Earth. However, the speed of light was too slow,” Cerf said of his early work with colleagues in the InterPlanetary Networking Special Interest Group. Overcoming that problem would be a major undertaking, but this American computer scientist and former Stanford professor is used to helping make big things happen.
Decades ago, Cerf and Robert Kahn — the “fathers of the internet” — developed the architecture and protocol suite for the terrestrial internet known as Transmission Control Protocol/Internet Protocol (TCP/IP). Anyone who has ever surfed the web, sent an email, or downloaded an app has them to thank, though Cerf is quick to push back on the fancy title. “A lot of people contributed to the creation of the internet,” he said in his usual measured voice.
"TCP/IP doesn’t work at interplanetary distances. So we designed a set of protocols that do."
To transfer data on Earth’s internet, TCP/IP requires a complete end-to-end path of routers that forward packets of information through links such as copper or fiber optic cables, or cellular data networks. Cerf and Kahn did not design the internet to store data, partly because memory was too expensive in the early 1970s. So if a link along a path breaks, a router discards the packet and subsequently resends it from the source. This works well in Earth’s low-delay and high-connectivity environment. However, networks in space are more prone to disruptions, requiring a different approach.
In 2003, Cerf and a small team of researchers introduced bundle protocols. Bundling is a disruption/delay-tolerant networking (DTN) protocol with the ability to take the internet (literally) out of this world. Like the protocols that underlie Earth’s internet, bundling is packet-switched. This means that packets of data travel from source to destination by way of routers that switch the direction in which the data moves along the network’s path. However, bundling has properties the terrestrial internet does not have, such as nodes that can store information.
A data packet traveling from Earth to Jupiter might, for example, go through a relay on Mars, Cerf explained. However, when the packet arrives at the relay, some 40 million miles into the 400-million-mile journey, Mars may not be oriented properly to send the packet on to Jupiter. “Why throw the information away, instead of hanging on to it until Jupiter shows up?” Cerf said. This store-and-forward feature allows bundles to navigate toward their destinations one hop at a time, despite large disruptions and delays. His most recent paper on the subject highlights the applicability of Loon SDN — a technology capable of managing a network that moves around in the sky — to NASA’s next-generation space communications architecture.
Beyond the interplanetary internet, Cerf, now in his 70s, also focuses on his day job as chief internet evangelist for Google. This is a fancy title he embraces, brimming with a preacher’s eagerness to spread the internet, via global policy development, to the billions of people around the world without it. He is at once ambitious with serious ideas, while maintaining a playful side. Even though he typically sports a well-trimmed beard and three-piece suit — some say he’s the inspiration for the god-like Architect in the Matrix movies — he once started a keynote speech by unbuttoning his jacket and shirt, Superman-style, to reveal a T-shirt that read: “I P ON EVERYTHING!”
Resumo: O presente projeto de intervenção, a ser realizado em uma turma de 8º ano dos anos finais do ensino fundamental, objetiva observar as crenças e atitudes de alunos diante de notícias publicadas na internet, principalmente quanto à questão do compartilhamento nas redes sociais. O projeto pretende ainda, propiciar a reflexão e o debate em sala de aula sobre temas da atualidade por meio das notícias que lhe serão apresentadas, assim como os riscos do compartilhamento de notícias falsas (fake news). Espera-se que os alunos possam formar opiniões críticas a partir das discussões propostas no ambiente escolar e possam se conscientizar da importância do cuidado com o que compartilham. A relevância desse tema deve-se à facilidade de acesso a notícias falsas veiculadas na internet. Nota-se que, na maioria das vezes, os alunos não costumam verificar a procedência das informações que recebem. E, embora estejam lendo mais, a qualidade dessa leitura vem diminuindo progressivamente. Como consequência, detecta-se um aumento na dificuldade em compreender o que é lido, problemas para formar opiniões e se posicionar diante dos mais variados temas. A base teórica se fundamenta em autores como Irandé Antunes, Élie Bajard, Ingedore Villaça Koch e Vanda Maria Elias, entre outros. Pretende-se que essa pesquisa contribua no sentido de conduzir o aluno a refletir sobre a importância de verificar informações antes de tomá-las como verdade, assim como refletir as suas práticas no âmbito social, escolar e o seu comportamento no mundo virtual.
For pioneering computer scientist Donald Knuth, good coding is synonymous with beautiful expression.
Donald Knuth has worked his whole life to tell stories with and about computer programs.
Donald Knuth is a computer scientist who came of age with his field. During the nascent years of computer programming in the middle of the last century, a candy company ran a contest that summoned his talents as a 13-year-old. The contest asked kids to determine how many words could be made from the letters of the candy’s name: Ziegler’s Giant Bar. It was a well-defined problem with distinct pieces, just the kind he loved.
“I had an obsessive-compulsive streak that drew me to digital, discrete problems. And I loved poring over large collections of information,” Knuth said.
Knuth methodically leafed through his family’s 2,000-page Funk & Wagnalls unabridged dictionary in the basement. He even convinced his parents he was sick, winning himself two weeks away from school to work on the problem. After labeling index cards with headings such as “Aa,” “Ab” and “Ba” based on the beginnings of possible words using letters from the candy’s name, he went down the dictionary’s columns noting words that qualified. He found that he could skip entire sections of the dictionary, such as pages for words starting with the letter “C,” or sections of the “B” words whose second letter was “U.”
The contest officials had identified approximately 2,000 words they could expect, but Knuth found more than 4,700. He was rewarded with a spot on television and chocolate for his entire class. He would go on to win many more accolades, including the first ACM Grace Murray Hopper Award, the National Medal of Science and the A.M. Turing Award.
Knuth eventually merged his dual loves of discrete digital problems and large collections of information in his magnum opus, The Art of Computer Programming — a book series he began writing as a graduate student in 1962 and has yet to complete. He published volume 1 in 1968, and the current version is in its 42nd printing. Volume 2 followed in 1969 and volume 3 in 1973. By then he was a computer science professor at Stanford University, but he worried that his work would prevent him from completing his books. So he took a leave of absence in 1990 and then retired in 1993 to spend the rest of his life completing the seven-volume set. Now 82, he’s hard at work on part B of volume 4, and he anticipates that the book will have at least parts A through F.
Knuth is currently working on volume 4, part B, of The Art of Computer Programming. He expects it to have at least four more parts, and the whole set to have three more volumes.
The Art of Computer Programming is more than a how-to manual. Just as Isaac Asimov and Eric Temple Bell wove narratives and characters into their science and math stories, Knuth delights in telling stories of computer science.
“The best way to communicate from one human being to another is through story,” he said.
This passion for communication helped him play another starring role in the story of computer science beyond his magnum opus. When his publisher sent him galley proofs for the second edition of volume 2 in the 1970s, Knuth was disturbed by the arrangement and appearance of the numbers, symbols and words on the pages. He flew to Los Angeles to see a machine that printed glossy magazines digitally, hoping it could provide aesthetic relief, but it was too expensive. Nonetheless, on that trip, he began developing a computer language that would allow him to typeset mathematics digitally.
Back at Stanford, Knuth put aside The Art of Computer Programming for nearly a decade to develop TeX (pronounced “tech”), a sophisticated, game-changing program that put digital typography on a desktop computer. He made it open source, much to the benefit of professional mathematicians, computer scientists, economists, engineers, linguists, statisticians, and anyone else who lacked technical symbols on their keyboards but understood the placement of complicated formulas better than their publishers. In a world of often ephemeral computer programs, TeX has endured as the gold standard for making scientific papers more beautiful and easier for experts to read and understand.
Knuth’s interest in storytelling also led him to develop a philosophy of literate programming — a method for writing computer programs as literary essays. A literate program intersperses source code with elegant prose written in a familiar language, such as English. The source code delivers functionality and efficiency, while the exposition addresses a human reader, rather than the computer’s compiler. Anyone who later updates or debugs a literate program will avoid the often time-consuming and costly problem of trying to understand the original programmer’s algorithms, design decisions, and implementation strategies. Knuth is a computer scientist who understands that words matter.
Quanta Magazine spoke with Knuth in February at his home on the Stanford campus. The interview has been condensed and edited for clarity.
When you gaze out at the night sky, space seems to extend forever in all directions. That’s our mental model for the universe, but it’s not necessarily correct. There was a time, after all, when everyone thought the Earth was flat because our planet’s curvature was too subtle to detect and a spherical Earth was unfathomable.
Today, we know the Earth is shaped like a sphere. But most of us give little thought to the shape of the universe. Just as the sphere offered an alternative to a flat Earth, other three-dimensional shapes offer alternatives to “ordinary” infinite space.
We can ask two separate but interrelated questions about the shape of the universe. One is about its geometry: the fine-grained local measurements of things like angles and areas. The other is about its topology: how these local pieces are stitched together into an overarching shape.
Cosmological evidence suggests that the part of the universe we can see is smooth and homogeneous, at least approximately. The local fabric of space looks much the same at every point and in every direction. Only three geometries fit this description: flat, spherical, and hyperbolic. Let’s explore these geometries, some topological considerations, and what the cosmological evidence says about which shapes best describe our universe.
O que acham que é: Conceito que define pessoas multitarefas.
O que realmente é: Polimatia é a capacidade que algumas pessoas têm de alcançar excelência em múltiplas — e distintas — áreas do conhecimento. O termo, do grego clássico, polumathēs, é a junção do prefixo polu (múltiplo, poli) e manthanein (raiz do verbo aprender). Para Michael Araki, professor de Empreendedorismo e Gestão na Universidade Federal Fluminense (UFF) e pesquisador na PUC-RJ, a Polimatia depende da ocorrência de três fatores: abrangência, profundidade e integração. “A abrangência e a profundidade são bastante consensuais entre os pesquisadores da área e significam que o Polímata não pode ser alguém restrito a uma única área, tampouco pode ser um diletante, alguém que persegue múltiplos interesses de forma superficial.” Já o fator integração, segundo Araki, envolve a capacidade de gerar conexões novas e úteis.
O Polímata mais famoso da história é Leonardo da Vinci (pintor, escultor, arquiteto, físico, filósofo, geólogo etc). Embora seja quase um chavão citá-lo, aqui a referência tem o sentido contrário: não é necessário pintar uma Monalisa ou ser um gênio para ser um Polímata. Mas também não é tão simples assim. Araki afirma que a Polimatia é algo que pode ser atingido, em teoria, por boa parte das pessoas, a questão é que além de motivação e persistência, é preciso haver o desenvolvimento de diversas habilidades cognitivas, em especial, em relação à velocidade de adquirir, consolidar e saber integrar novos conhecimentos. “Como os pressupostos são muito difíceis, é natural que muitas pessoas não cheguem a se desenvolver a ponto de serem consideradas Polímatas”, diz o professor.
Quem inventou: Heráclito de Éfeso, filósofo grego do período pré-socrático, é apontado como inventor do termo. Embora o sentido da palavra seja o mesmo, o objetivo de Heráclito, segundo Araki, era outro: criticar o conhecimento de filósofos (Pitágoras, em especial), que advinha dos livros e da tradição. Logo, o que ele criticava era a “polimatia” desses outros filósofos. “Heráclito prezava o conhecimento adquirido pela experiência, considerando livros e tradição algo como fake news”, fala o pesquisador.
Quando foi inventado: Heráclito viveu entre 540 a.C. e 470 a.C.
Para que serve: Para benefícios sociais e pessoais. Polímatas costumam gerar contribuições para a sociedade em diversas áreas. Já o exercício de desenvolvimento da Polimatia pode fazer com que uma pessoa se conheça mais e alcance potencialidades, mesmo que não chegue a um nível de excelência (o que não é demérito). Segundo Anna Flávia Ribeiro, pesquisadora da Associação Polímata, até recentemente, tanto na esfera profissional como na mercadológica, o modelo de valorização que imperava era a ultra especialização. “Quanto mais mergulhado em um campo específico mais requisitado era o profissional. Mas hoje, o funcionamento é outro. Vivemos em um mundo VUCA, no qual a capacidade de recombinação é a resposta para os problemas”, afirma ela.
Araki conta que tanto a Polimatia sendo um fim em si mesma quanto algo buscado para alavancar a flexibilidade, ela tem como ponto central a criatividade: “O caminho para a geração de ideias originais e úteis passa pela capacidade de combinar elementos díspares. Se alguém tem uma vasta e variada gama de conhecimentos, é esperado que consiga gerar mais ideias surpreendentes do que quem viveu sua vida toda em um único campo de conhecimento.”
Quem usa: Além de Leonardo da Vinci, outro nome bastante apontado quando se fala em Polímatas é Benjamin Franklin (jornalista, editor, autor, filantropo, político, abolicionista, funcionário público, cientista, diplomata, inventor e enxadrista). No Brasil, foram considerados Polímatas Ruy Barbosa (jurista, advogado, político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista, tradutor e orador) e Gilberto Freyre (sociólogo, escritor, autor de ficção, jornalista, poeta e pintor), entre outros.
Dentre os Polímatos atuais, Araki menciona os americanos Ray Kurzweil (cientista da computação, autor, inventor e futurista) e Charlie Munger (investidor, homem de negócios e filantropo). Ele fala: “Kurzweill inventou de sintetizadores musicais a máquinas de leitura para cegos, além de ser um grande influenciador com suas publicações sobre a exponencialidade do mundo atual e a singularidade. Munger é vice-presidente do Berkshire Hathaway, conglomerado controlado por Warren Buffet. Ele começou estudando matemática em uma prestigiada universidade, abandonou aos 19 anos, ingressou no exército, estudou meteorologia na Caltech, e se formou em Direito de Harvard”. Steve Jobs também era considerado Polímata (embora sem consenso) e seu nome aparece no texto In “Defense of Polymaths”, publicado na Harvard Business Review. No artigo, Jobs é descrito como engenheiro, homem de negócios extraordinário e brilhante em marketing.
Efeitos colaterais: Risco de superficialidade de conhecimento por pessoas que tentam a excelência em variadas áreas a fim de se tornarem Polímatas.
Quem é contra: Pessoas que acreditam que os Polímatas sabem sobre muitas coisas mas, ainda assim, falta profundidade. Ou que, diferentemente do passado, o mundo atual precisa de especialistas.
Para saber mais:
1) Leia, na Big Think, How To Be a Polymath. Steven Mazie, correspondente da The Economist, professor da Bard High School Early College e ex-professor da Bard College, começa o artigo falando de seus alunos.
A novidade de volta às aulas na UFC – Campus Crateús é o aplicativo Há Lugar, desenvolvido pelo discente Daniel Brito, do curso de Ciência da Computação.
O aplicativo HáLugar é voltado para estudantes que desejam compartilhar moradia. Através dele, o estudante consegue, com maior facilidade, tanto oferecer uma moradia para os demais, a fim de dividir as despesas, como facilitar o encontro de um local para morar. Assim, eles poderão pesquisar quais as opções de moradia que lhes oferecem o melhor custo-benefício, ou seja, que possuem o preço de aluguel mais acessível, ou que são mais próximas do campus, do centro comercial, do ponto de ônibus e tudo mais que lhes for conveniente.
Esse aplicativo foi desenvolvido pelo aluno Daniel Brito, do curso de Ciência da Computação da UFC – Campus Crateús, durante as disciplinas de Desenvolvimento de Software para Web e Desenvolvimento de Software para DIspositivos Móveis, ministradas pelo professor Francisco Anderson de Almada Gomes.
Questão: Você foi criada em uma casa secular pelo famoso astrônomo Carl Sagan e pela produtora de documentários Ann Druyan – seus pais. Você falava sobre coisas espirituais em família?
Resposta: De certa forma, quase tudo o que conversávamos era “espiritual”. Palavras como “espiritual”, “mágico” e “sagrado” vêm do teísmo, mas também se aplicam a um sentido profundo de significado que podemos obter ao entender nosso lugar no tempo e no espaço como revelado pela ciência. Meus pais me ensinaram que as coisas verificáveis e prováveis não eram menos significativas porque eram apoiadas por evidências, mas eram mais maravilhosas por serem assim. Eles me ensinaram a amar o aprendizado e a enxergar uma profunda compreensão como sendo fonte de admiração.
Contudo, se você quer dizer “espiritualidade” no sentido religioso e teológico, a resposta também é sim – o tempo todo! A religião certamente não foi censurada de nenhuma forma em nossa casa. Frequentemente, tínhamos convidados religiosos para o jantar, incluindo membros do clero, e discutíamos e debatíamos filosofia abertamente. Meus pais queriam que eu entendesse o que as pessoas acreditavam no mundo ao longo do tempo. Meus pais me ensinaram histórias da Bíblia – não como história, mas como pilares importantes da civilização. Eles achavam que, sem aprendê-los, minha educação não chegaria nem perto de ser completa. Quando eu escrevia meu livro, a minha babá, Maruja Farge, que viveu conosco desde que eu tinha seis meses de idade até completar 8 anos, exerceu uma enorme influência sobre mim e foi uma das pessoas que mais amei na vida. Ela era uma católica devota e, às vezes, me levava à Igreja com ela, e eu gostava. Desde muito jovem, eu sabia que as crenças dela eram diferentes das dos meus pais e isso era perfeitamente aceito.
Eu também tinha um conjunto de brinquedos de madeira da Arca de Noé, que eu adorava!
Você disse que seu pai lhe ensinou sobre a imortalidade. O que ele te ensinou?
Ele me ensinou que, na escala do universo, a vida humana é muito curta e que não temos evidências do que acontecerá depois da morte. Vivemos em um pequeno planeta que orbita uma estrela amarela que em, aproximadamente, 5 bilhões de anos implodirá. Vivemos em um universo em que a mudança é constante e, até mesmo, as estrelas morrem. Não temos evidências que sugerem que a imortalidade exista para alguém ou alguma coisa. A vida é finita. E, em parte, porque não é infinita, estarmos vivos, aqui e agora, neste exato momento, é profundamente especial.
Quando criança, você alguma vez sentiu que estava perdendo algo por não fazer parte de uma crença religiosa ou uma Igreja?
Bem, seríamos judeus seculares, então não teria sido uma família de igreja em si, mas não. Talvez teria os mesmos amigos que tive a vida toda. Ainda estamos profundamente próximos, apesar de vivermos distantes. Além da minha família, eu sempre pude contar com o apoio deles para rir e chorar e, graças à tecnologia moderna, todos ainda conversamos constantemente e vemos fotos dos filhos e das viagens uns dos outros. Sinto e sempre me senti parte de uma comunidade por causa deles.
Quando seu pai morreu, você tinha apenas 14 anos, você desejou crer na vida eterna da mesma forma como os cristãos acreditam?
A questão do que acontece depois que morremos atormenta nós humanos, talvez mais do que qualquer outra coisa. Nossa espécie tem criado inúmeras teorias diferentes ao longo dos tempos. Meu pai disse: “Não quero acreditar, quero saber”. Tenho o mesmo pensamento. Isso não quer dizer que tenho total convicção de que não há nada depois da morte, além de um sono sem sonhos. Eu prefiro abster da crença na ausência de evidência, enquanto aguardo na ambiguidade até a minha hora chegar.
Enquanto isso, eu sei que tive muita sorte de ter por 14 anos um pai amoroso, brilhante, interessante e interessado. Não acho que algo deva durar para sempre para ser maravilhoso.
Você publicou recentemente um livro chamado For Small Creatures Such As We: Rituals And Reflections For Finding Wonder. No livro, você descreve rituais e tradições não religiosas criadas para sua própria filha. Você pode nos contar mais sobre isso? Por que você acha que são importantes?
Pessoas seculares também precisam processar as constantes mudanças que compõem a vida na Terra. Também atingimos a maioridade, também nos casamos, também perdemos pessoas que amamos, também queremos alegria nas profundezas do inverno. Muito antes do monoteísmo, as pessoas encontravam inspiração para rituais e feriados no mundo natural, no que hoje chamamos de biologia e astronomia. As mudanças das estações do ano são particularmente populares, geralmente nos solstícios e nos equinócios. Nem sempre sabíamos que eles eram subprodutos da inclinação do eixo da Terra, mas encontramos padrões no mundo: dia e noite, calor e frio, morte e renascimento. Muitos feriados monoteístas modernos são construídos com base nessa relação e no mesmo tempo desses eventos.
A família do meu marido é historicamente cristã. Nossa filha tem um Natal secular todos os anos através deles. E ela recebe uma versão secular do Hanucá parecida com a que tive na minha infância e no meu lado da família.
Não acho que devíamos descartar completamente os rituais de nossos ancestrais porque nossas filosofias não se alinham. Quando acendo um Menorá, eu sinto que estou honrando as pessoas cujos genes eu carrego, mesmo que eu não concorde com a teologia deles.
Também fazemos outra coisa em dezembro, que reflete o que eu e meu marido pensamos ser profundo e significativo.
Para mim, a ideia que depois do solstício de inverno os dias começarão a ficar mais longos, e que depois disso a primavera chegará, acredite ou não, tudo por causa de uma colisão na juventude turbulenta do nosso planeta, há bilhões de anos, é muito poderosa. Nessa noite, acendemos algumas velas, trocamos presentes, fazemos um brinde e tentamos explicar um pouco de astronomia para nossa filha. Dessa forma, celebramos as notícias intrinsecamente boas de que, não importa o quê, amanhã a luz começará a voltar.
Seu livro fala sobre como misturar ciência e espiritualidade. O que é espiritualidade para você? Explique como uma pessoa não religiosa pode ser espiritual.
Bem, eu mencionei acima, pode estar faltando uma palavra na língua inglesa para isso.
Na maior parte da história, quanto mais conseguíamos entender sobre a natureza, como as mudanças das estações, as fases da lua, o nascimento e a morte, mais pensávamos que melhor entendíamos nossos deuses. Em algum lugar ao longo do caminho, surgiu um conflito: a ciência e a “espiritualidade” se separaram, mas isso é relativamente recente na cena da história de nossa espécie.
Escrevi em meu livro que, quando eu era jovem, meus pais me ensinaram que existia um código secreto em meu sangue que me conectava a meus antepassados, a pessoas cujos nomes eu nunca conheceria, mas de quem eu carregava uma pequena parte dentro de mim. O DNA é verificável, acreditando ou não. Não requer fé. E fornece essa emoção arrepiante – a sensação de fazer parte da grandiosidade da interconexão de tudo isso. Eu sinto o mesmo sobre nosso lugar no universo. Durante muito tempo, nós humanos assumimos que éramos o centro de tudo, mas quanto mais aprendemos, mais percebemos que somos uma parte minúscula da vastidão. Como é surpreendente e inspirador para nossa espécie começar a entender o quão enorme é o universo ou que as células do nosso corpo vieram de estrelas a muitos anos-luz de distância. Para mim, como meus pais e muitas pessoas seculares, esse tipo de ideia evoca os mesmos sentimentos que os devotos podem derivar da religião.
Em sua opinião, qual é o sentido da vida? O que seu livro nos diz sobre isso?
Longe de responder a essa pergunta para alguém. Para mim, é o amor que sinto por meu marido, por nossa filha, por nossa família e amigos. Sentindo aqueles momentos de alegria e apreço por estar vivo. É também o profundo sentimento de satisfação que tenho ao aprender o máximo que posso, ao entender, ao conectar os pontos, ao compreender como a vida é interdependente em nosso planeta. São revelações em um sentido diferente da palavra, penso eu. Também deduzo que o sentido surja do trabalho visando construir um mundo como eu gostaria que fosse, seja por meio de voluntariado, protesto ou doação.
O que mais admiro na religião organizada é a expectativa social de fazer boas obras. E penso que, tanto para aqueles que não acreditam que exista uma rede de segurança moral como para quem acredita que tudo acontece por uma razão, também precisamos entender que é nosso dever trabalhar para construir um mundo mundo mais justo.
Você recomendaria este livro para pessoas religiosas? O que elas acharão do livro?
Muitas pessoas com quem convivo são religiosamente devotas, especialmente membros de várias denominações cristãs. Eu os amo e pensei neles com frequência enquanto escrevia meu livro. Eu não acho que entender os padrões e ritmos da vida na Terra, como eles acontecem e como os humanos os celebram e honraram ao longo do tempo, seja menos interessante para as pessoas que têm uma fé profunda.
Agradeço por escrever um livro que nos dá mais informações sobre a mente de Carl Sagan e sobre um belo relacionamento entre pai e filha. O que você espera que os leitores aprendam com seu livro?
Espero que aprendam que os elementos prováveis e verificáveis da natureza, revelados pela ciência, possam proporcionar esse profundo senso de beleza e alegria. Isso não importa em que você acredita, não importa quais sejam as especificidades de seus costumes ou teologia, em todo o mundo e ao longo do tempo estamos comemorando e marcando as mesmas mudanças: nascimentos, maioridade, morte, estações de ano que passam, etc. Todos nós estamos tentando encontrar o sentido de estarmos vivos neste planeta e processar as infinitas mudanças que compõem nossas vidas.
O que você faz quando não está escrevendo?
Sou mãe de uma menininha muito amável e muito tagarela e esposa de um homem amável por quem me apaixonei a maior parte de minha vida adulta. Viajamos, lemos, fazemos pequenas aventuras a lugares como museus e aquários. Tem sido mais difícil nos últimos anos, mas tento trabalhar voluntariamente sempre que posso. Na verdade, somos muito fortes, eu juro!
Para quem gostar desta entrevista com a Barbara, recomendo o filme Hidden Figures, que também conta a história de grandes mulheres que revolucionaram o cenário científico de toda uma época, mas que, infelizmente, não tinham o devido reconhecimento.
* * *
Barbara Liskov pioneered the modern approach to writing code. She warns that the challenges facing computer science today can’t be overcome with good design alone.
Barbara Liskov invented the architecture that underlies modern programs. “Designing something just powerful enough is an art.”
Good code has both substance and style. It provides all necessary information, without extraneous details. It bypasses inefficiencies and bugs. It is accurate, succinct and eloquent enough to be read and understood by humans.
But by the late 1960s, advances in computing power had outpaced the abilities of programmers. Many computer scientists created programs without thought for design. They wrote long, incoherent algorithms riddled with “goto” statements — instructions for the machine to leap to a new part of the program if a certain condition is satisfied. Early coders relied on these statements to fix unforeseen consequences of their code, but they made programs hard to read, unpredictable and even dangerous. Bad software eventually claimed lives, as when the Therac-25 computer-controlled radiation machine delivered massive overdoses of radiation to cancer patients.
By the time Barbara Liskov earned her doctorate in computer science from Stanford University in 1968, she envied electrical engineers because they worked with hardware connected by wires. That architecture naturally allowed them to break up problems and divide them into modules, an approach that gave them more control since it permitted them to reason independently about discrete components.
As a computer scientist thinking about code, Liskov had no physical objects to work with. Like a novelist or a poet, she was staring at a blank page.
Liskov, who had studied mathematics as an undergraduate at the University of California, Berkeley, wanted to approach programming not as a technical problem, but as a mathematical problem — something that could be informed and guided by logical principles and aesthetic beauty. She wanted to organize software so that she could exercise control over it, while also making sense of its complexity.
When she was still a young professor at the Massachusetts Institute of Technology, she led the team that created the first programming language that did not rely on goto statements. The language, CLU (short for “cluster”), relied on an approach she invented — data abstraction — that organized code into modules. Every important programming language used today, including Java, C++ and C#, is a descendant of CLU.
“One advantage to being in the field so early was that great problems were sitting there. All you had to do was jump on them,” said Liskov. In 2008, Liskov won the Turing Award — often called the Nobel Prize of computing — for “contributions to practical and theoretical foundations of programming language and system design, especially related to data abstraction, fault tolerance, and distributed computing.”
Quanta Magazine caught up with Liskov at her home following the Heidelberg Laureate Forum — an intimate, invitation-only gathering of computer scientists and mathematicians who have earned the most prestigious awards in their fields. Liskov had been invited to Heidelberg but needed to cancel a few weeks before the forum for personal reasons. The interview has been condensed and edited for clarity.
You came of age professionally during the development of artificial intelligence. How has thinking about AI and machine learning changed during your career?
I did my Ph.D. with John McCarthy in AI. I wrote a program to play chess endgames. John suggested this topic because I didn’t play chess. I read the [chess] textbooks and translated those algorithms into computer science. In those days, the perceived wisdom was to get the program to act the way a person would. That’s not how it is now.
Today, machine learning programs do a pretty good job most of the time, but they don’t always work. People don’t understand why they work or don’t work. If I’m working on a problem and need to understand exactly why an algorithm works, I’m not going to apply machine learning. On the other hand, one of my colleagues is analyzing mammograms with machine learning and finding evidence that cancer can be detected much earlier.
AI is an application rather than a core discipline. It’s always been used to do something.
Were you more interested in it as a core discipline?
Honestly, AI couldn’t do much in those days. I was interested in the underlying work. “How do you organize software?” was a really interesting problem. In a design process, you’re faced with figuring out how to implement an application. You need to organize the code by breaking it into pieces. Data abstraction helps with this. It’s a lot like proving a theorem. You can’t prove a theorem in one fell swoop. Instead, you invent some lemmas and you decompose the problem.
In my version of computational thinking, I imagine an abstract machine with just the data types and operations that I want. If this machine existed, then I could write the program I want. But it doesn’t. Instead I have introduced a bunch of subproblems — the data types and operations — and I need to figure out how to implement them. I do this over and over until I’m working with a real machine or a real programming language. That’s the art of design.
Early computers used punch cards to input both programs and data.
Knowing methodology doesn’t mean you’re good at designing. Some people can design, and some people can’t. I never felt that I could teach my students how to design. I could show them design, explain design, talk about data abstraction, and tell them what’s good and bad. With too many bells and whistles, it gets complicated. With too few, there are inefficiencies. Designing something just powerful enough is an art.
If you had a magic wand and could guide the development of computer science moving forward, what would that look like?
I’m very worried about the internet. We have a huge set of problems, including fake news and security issues. I’m worried about the divorced couple in which the husband publishes slander about the wife, including information about where she lives. There is terrible stuff going on. Part of this grew out of an attitude in the ’80s. In those days, we were 15 universities and a couple government labs connected by an internet. We were all buddies. The attitude was that sites shouldn’t have responsibility for content. It would stifle their development. You see that attitude has continued.
Was this thinking an extension of academic freedom?
No, it was pragmatism, without any understanding of where we’d end up. If they took on policing, they would have had to think about sticky issues. They went into it without adding safeguards. More than technology is needed to solve our current problems. We need laws addressing the ways people misbehave. We need to work out this question of privacy versus security. Some of it’s technical. For example, Facebook has an algorithm for how it spreads information. They could spread information more slowly or recognize what information shouldn’t be moving. Societies always have trouble dealing with something new. We can hope we mature. But if I had a magic wand, I’d make all that go away.
Talk to me about your personal journey as a woman in computer science.
I was encouraged to do well in school. I don’t know that my mother overtly encouraged me, but she didn’t get in my face and say, “Oh no, this is a bad thing to do.” I took all my math and science courses, which girls were not encouraged to do. At Berkeley, I was one of one or two women in classes of 100. No one ever said, “Gee, you’re doing well, why don’t you work with me?” I didn’t know such things went on. I went to graduate school at Stanford. When I graduated, nobody talked to me about jobs. I did notice that male colleagues, like Raj Reddy, who was a friend of mine, were recruited for academic positions. Nobody recruited me.
Back then, advisers placed graduates through deals with departments around the country.
Yes, but nobody made deals for me. In the ’90s, I went back to Stanford for a department celebration. A panel of the old professors, without knowing what they were doing, described the old boy network. They said, “Oh, my friend over there told me that I’ve got this nice young guy you should hire.” It was just how it was. They were clueless. They talked about a young woman who did so well because she married a professor! Clueless. Another colleague had a pinup in his office. I asked him, “What’s that pinup in your office?” Clueless.
I had applied to MIT, but they would not consider me for a faculty position. When that happens, you think: “I’m not good enough.” You can’t help it. But I also thought, “Computer science is wide open.” My industry job at Mitre was a good research job. There, I worked on programming methodology and produced research that got me my first prize paper. Then in 1971 I gave a talk, after which Corby [Fernando Corbató] invited me to apply to MIT. I was also invited to apply to Berkeley. Things were changing.
Even so, is it correct that there were approximately 1,000 faculty members when you started at MIT, only 10 of whom were women?
That was my recollection.
So there was progress, but …
Title IX wasn’t a law yet, but pressure was building. MIT President Jerry Wiesner was pushing. Pressure must come from the top. It doesn’t bubble up from the bottom. There were a number of distinguished women at MIT who weren’t on the faculty. Around then, several of them were invited to join the faculty all of a sudden. Of course, math never had any. Math is really bad.
My sense is that all scientific fields have failed to recognize some foundational contributions by women.
In the 10 years before I was head of computer science at MIT, the department identified only one woman worth hiring. When I was the head [from 2001 to 2004], I hired seven women. We didn’t scrape the bottom of the barrel. All three junior women I hired are outstanding. There was a long period of time where women were not considered at all.
After you won the Turing Award, a comment appeared online saying, “Why did she get this award? She didn’t do anything that we didn’t already know.” This dismissive comment may or may not have had to do with the fact that you are a woman.
Oh, I bet it did! There was another comment — one I never tell about — that said, “Oh, she didn’t do that work. [A male colleague] did it instead.” That was total nonsense. I wasn’t looking at the comments. My husband was. These were a couple he resurrected. I sometimes gave talks where I got hostile questions, but you have to be prepared for that, whether because I was a woman or because people are trying to show up, you know …
Show up a Turing Award winner?
Yes! I didn’t realize then that some people in my department had my back. And by the time I was traveling around, I was already really well known. But that’s the mystery: Why are some women able to persevere?
Do you have insight for emerging women scientists? Is there some sort of Teflon that women may apply to prevent discrimination or harassment from sticking?
It’d be nice to know how to apply that Teflon. It wasn’t until I had been at MIT for a while that I lost my inhibitions to ask questions in public. It took a long time to develop that self-confidence.
It’s delicate. Your story reveals an undercurrent of “lie low until you can really stand tall, and then embrace that.”
Yes, maybe that was my strategy. That, together with a lack of a need to please people. Women are socialized to please.
That’s concrete advice: Let go of the need to please.
You know things are not really better now than they were then. Maybe I was lucky. If I had gotten married right out of college, I probably would have ended up in a totally different place.
Do you really think that? Your contributions have transformed computing and society.
You know, you follow this crooked path, and who knows?